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Solidariedade

Enfermeira de Criciúma presta apoio humanitário na África

Bibiana Flores é enfermeira do Hospital São José e ficará 15 dias em Madagascar

Por Rafaela Custódio -

4 min de leitura

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Enfermeira de Criciúma presta apoio humanitário na África
Foto: Divulgação

Afirmando não ver mais “o mundo com os mesmos olhos”, a enfermeira do Hospital São José, de Criciúma, Bibiana Flores está em Madagascar, na África, prestando apoio humanitário com a Organização Não-Governamental Fraternidade Sem Fronteiras. Bibiana chegou ao país no dia 3 de novembro e ficará até o próximo dia 18.

Ela está de férias e, por isso, ficará os 15 dias no país africano. O intuito da enfermeira é ajudar as mais de três mil pessoas que a ONG Sem Fronteiras acolhe na região com os dois centros que possui. Ela ainda relata que 357 crianças já estão estudando.

“As famílias recebem alimentação, bebem água limpa, escovam os dentes, tomam banho e lavam suas roupas. Na unidade, foi construído um centro de atendimento à saúde, que funciona de modo permanente provendo reabilitação nutricional, assistência médica em atenção primária e acompanhamento das famílias por meio de agentes comunitárias de saúde. Medicações, pequenos procedimentos, curativos e cirurgias são oferecidas sem custo para as pessoas assistidas. Tudo é mantido por doações”, explica.

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Bibiana está atuando na comunidade por meio de rastreamento nutricional. “Estarei na educação em saúde materno-infantil e do apoio à capacitação dos Agentes Comunitários de Saúde da FSF, adotados como multiplicadores das ações em saúde nos bairros assistidos em Madagáscar e também na manutenção e ampliação das atividades de Assistência Clínica já prestadas de modo contínuo pelo Serviço de Atenção Primária à Saúde do Centro de Saúde da FSF no Champ de la Pai”, comenta.

A enfermeira relata que gestos comuns para ela, atualmente, são vistos de outra forma. “Enquanto eu estava cortando as unhas das crianças aqui em Madagascar, elas não saíam do meu lado, fazendo carinho, querendo trançar meu cabelo, querendo que eu cortasse as unhas delas. Até que uma me disse ‘Bibi Tiako ianao’ e eu perguntei para um colega o significado e ele me respondeu que significa ‘Bibi eu te amo’. O amor é a única forma de mudar o mundo, somos todos irmãos e precisamos sim um do outro”, observa.



A profissional de saúde comenta que todos os dias um novo bebê chega ao Campo de Paz. “Temos que ensinar a sugar, dar a mamadeira e explicar que será fornecida fórmula diariamente pela Fraternidade Sem Fronteiras, pois o que eles recebiam antes de chegar aqui era água quente com açúcar, dada pelas mães em uma colher”, declara. “O nosso trabalho aqui é de formiguinha, mas é de suma importância para esse povo que vive essa triste realidade que é a fome, a miséria”, completa.

“Cada dia aqui é um aprendizado, um crescimento, somente gratidão por Deus me permitir conviver esses momentos ao lado dessas crianças com sentimentos tão puros”, reforça Bibiana.

Conheça a Organização Não-Governamental Fraternidade Sem Fronteiras

Com os olhos voltados às regiões mais pobres do mundo, a ONG atua na implantação de centros de acolhimento em lugares do planeta onde a fome, a miséria e o desamparo fazem todos os dias novas vítimas inocentes.

O trabalho em solo africano conta com 30 centros de acolhimento, entre Moçambique e Madagascar, acolhendo diariamente aproximadamente 15 mil crianças, em sua maioria órfãs. Nestes centros elas recebem alimentação, reforço e material escolar, orientação de higiene, atividades culturais através da música e educacionais.

O apadrinhamento feito por voluntários de várias partes do mundo promove o amparo aos assistidos de cada projeto da ONG. A organização construiu em Madagascar a Cidade da Fraternidade, onde 48 famílias que vivem em casas de dois quartos mobiliadas. Um lugar novo e saudável, com água e incentivo para a subsistência, com o plantio na agrofloresta e a produção de biocarvão e sabão. Mais da metade da área doada, um terreno de 45 mil metros quadrados, foi reservada para o cultivo sustentável de alimentos e oficinas de trabalho.

Enfermeira de Criciúma presta apoio humanitário na África — foto 1
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