Entenda como funcionará a eleição para a presidência do Criciúma
Colégio eleitoral do Tigre conta com 300 votos na primeira chamada e 1,8 mil na segunda
Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br
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No dia 21 de dezembro, na Associação Empresarial de Criciúma (Acic) ocorre a eleição que deve definir o presidente do Tigre para o triênio 2019/2021. O que poucos sabem é que este pode ser apenas o primeiro capítulo da questão, que também pode ser concluída somente na segunda semana de janeiro.
Para entender o processo eleitoral do Criciúma, é preciso saber que existem três meios de eleger o presidente. Dois acontecem em votação na reunião do Conselho Deliberativo, no processo de validação das chapas, envolvendo aproximadamente 300 conselheiros do clube. O outro acontece em segunda chamada, aberta também para sócios patrimoniais.
Caso apenas uma chapa seja inscrita no processo, esta é aclamada e eleita no próprio dia 21. A segunda forma também pode ser definida neste dia. Ela se dá em caso de duas ou mais chapas concorrerem ao pleito, mas apenas uma atingir um terço dos votos (aproximadamente 100 votos do Conselho Deliberativo). Assim, a chapa vencedora já é empossada logo após a eleição.
A última possibilidade, caso necessária, será mais demorada, deve ocorrer no prazo máximo de 15 dias, sendo finalizada apenas no início de janeiro. Ela ocorre em caso de duas ou mais chapas atingirem o mínimo de 100 votos. Assim, publica-se um novo edital e elas concorrem na eleição com votos de todos os sócios patrimoniais em dia com o Tigre, um colégio eleitoral de aproximadamente 1,8 mil sócios.
Lembrando que o processo eleitoral do clube é realizado com voto secreto, em cédula de papel e depositado em uma urna, com a contagem realizada manualmente ao final da votação.
Neste período a função do Conselho é de organizar a eleição. Tem que seguir o Estatuto e o rumo da eleição. O ideal é que se resolva no dia 21 e já possamos aclamar os eleitos. Senão vamos continuar com a discussão por mais um período, com resolução lá para o início de janeiro
Edemar Soratto, advogado do Conselho Deliberativo
Votos do Conselho
O primeiro passo (que pode ser o único) do pleito ocorre no dia 21 e possui a perspectiva de 300 votos do Conselho Deliberativo, que estão divididos quase que de forma igualitária entre Conselho Vitalício e Conselho Transitório.
O Conselho Vitalício é formado basicamente por ex-presidentes do Criciúma, ex-presidentes do Conselho Deliberativo, sócios com títulos beneméritos e membros natos (conferidos pelo estatuto). A outra metade é formada pelo Conselho Transitório, que é composto por sócios patrimoniais em dia com o clube, devidamente eleitos e com no mínimo um ano associados.
Sobre as chapas
Até o momento nenhuma chapa foi protocolada para concorrer ao pleito, nem mesmo do atual presidente, Jaime Dal Farra. Aliás, o edital foi aberto e publicado na última terça-feira, dia 11. Conforme o estatuto, os interessados devem realizar a inscrição em até dez dias após a publicação, na secretaria, localizada no estádio Heriberto Hülse. Todas as possíveis chapas protocoladas passarão por uma comissão do Conselho, que irá avaliar a legalidade da candidatura. Nesta avaliação entram questões como tempo de sócio patrimonial e se está em dia com o clube.
Além do presidente, também concorrem nas chapas três vices (patrimônio, financeiro e administrativo). Caso não houver chapas protocoladas, o estatuto não prevê um sucessor, ou seja, o Conselho Deliberativo seguirá lançando editais até que surja um interessado. Outra hipótese é que Dal Farra continue assinando como presidente. “O Conselho Deliberativo entende que neste caso vale a ata do último dia 30, que estendeu o mandato do Jaime. Mas há quem entenda que a ata que foi feita é nula e assim o clube ficaria sem presidente, segundo esta corrente. Mas acreditamos que pelo menos haverá uma chapa”, afirma Soratto.
A eleição no dia 21 ocorre a partir das 19 horas em primeira chamada e às 19h30 em segunda chamada.







