Fiéis enfrentam chuva para celebrar NS Aparecida
Mais de 15 mil pessoas passaram hoje pela comunidade de São João de Urussanga Baixa, na divisa entre os municípios de Treze de Maio e Morro da Fumaça. A pequena comunidade agrícola, formada por descendentes de italianos, guarda a maior imagem de Nossa Senhora Aparecida. Inaugurada em 99, a imagem com 13 metros, se tornou referência para o turismo religioso no Sul do Estado.
O movimento de devotos começou cedo. Por volta das 5 horas o som dos cânticos e orações já anunciavam a chega dos fiéis. Gente que enfrentou a chuva para celebrar a fé na Padroeira do Brasil. Além da romaria, cinco padres se revezaram durante todo o dia nas celebrações. Por conta da chuva, as missas, tradicionalmente realizadas no alto colina, tiveram que ser transferidas para a pequena capela.
“Nossa expectativa era receber mais de 30 mil pessoas, mas a chuva reduziu o movimento pela metade. Apesar disso estamos satisfeitos”, afirma Valdemar Cesca.
Aos 55 anos o agricultor, há quase uma década envolvido na organização da festa, não esconde a satisfação de ver tanta gente reunida. “Nasci aqui e desde criança subia nesta gruta para rezar. Vi esta imagem ser erguida metro a metro e ver estes romeiros nos enche de orgulho”, revela.
A satisfação de seu Valdemar só não é maior que a alegria de quem enfrentou 38 quilômetros de caminhada para comemorar o dia da padroeira do Brasil. “Essa chuva é muito boa. Ela até refrescou nossa caminhada. Para mim essa garoa tem um simbolismo especial. Cheguei aqui com a alma lavada”, conta sorridente o comerciante Luiz Fraga, 48. Com um grupo de 40 pessoas ele saiu de Tubarão para agradecer e pedir mais um ano de tranqüilidade. “é uma peregrinação que sempre repetimos”.
Com a chuva o pequeno caminho desenhado em meio a colina de 400 metros de altura se tornou ainda mais longo e penoso, exigindo esforço extra para quem decidiu rezar aos pés da imagem. “Está um pouco liso, mas isso não é problema. Todo este esforço vale muito a pena. Na verdade eu nem senti, porque Nossa Senhora já havia me recompensado”, conta Paulo Silveira Damazio, 28.
O operário fez questão de subir com o filho David, de pouco mais de um ano. Tudo para agradecer a graça recebida. “Ele tinha um problema de saúde e agora está curado”, comemora.










