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Cheiro de enxofre

Finalizadas as novas ações em terreno no bairro Colonial para cessar queima de rejeito de mineração

Área está em combustão há quase três meses e seguirá sendo monitorada

Por Lucas Renan Domingos -

3 min de leitura

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Finalizadas as novas ações em terreno no bairro Colonial para cessar queima de rejeito de mineração
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

Foram concluídas na noite dessa sexta-feira, dia 26, as novas intervenções realizadas em um terreno no bairro Colonial, em Criciúma, para cessar a queima de pirita que acontecem há quase três meses na comunidade. Além de provocar mau cheiro, a combustão vinha gerando gases tóxicos, prejudicando a saúde dos moradores.

Depois de três tentativas da Defesa Civil de abafar o rejeito de mineração com uso de areia barrenta e argila, e que não conseguiram acabar com a queima, o órgão municipal com o apoio da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Satc, intensificou as ações nos últimos dias. A nova estratégia montada foi abrir trincheiras nos extremos do terreno para isolar a propagação da combustão. Com isso, o material que já estava queimando foi removido. A expectativa é de que a ação acabe de vez com o problema.

“Nossos trabalhos seguiram até 10 horas da noite dessa sexta-feira. Na manhã deste sábado, retornamos ao local apenas para fazer o resfriamento do material quente que retiramos do terreno e depositamos em outra área. Agora vamos seguir monitorando o local onde o problema vinha acontecendo e esperamos que as novas intervenções acabem com a queima de forma definitiva”, disse o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes.

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Equipes trabalharam até 10 horas da noite para concluir os trabalhos - Vídeo: Divulgação/Especial/Portal Engeplus

Entenda o caso

Há quase três meses moradores da rua Lúcia Jerônimo Adão e de ruas próximas, no bairro Colonial, em Criciúma, estão convivendo com um forte odor de enxofre que propaga do subsolo. A Defesa Civil do município já havia diagnosticado que o cheiro era causado pela queima de rejeito de carvão. Intervenções foram feitas no local e o problema foi amenizado, mas seguia sem solução definitiva.

O caso começou após moradores da casa onde o problema iniciou atearem fogo em madeiras no terreno. As chamas intensas se espalharam para subsolo, atingindo o material de mineração e provocando a fumaça. Depois de duas semanas sentindo o mau cheiro, os vizinhos acionaram a Defesa Civil no dia 1º de julho. Em contato com mineradoras que exploraram a área, a equipe da Defesa Civil foi orientada a abafar o material com areia barrenta com a finalidade de cessar a queima. O procedimento foi realizado por mais de duas vezes.

Em uma terceira intervenção, além de espalhar a areia barrenta e argila, a equipe do município efetuou a retirada de materiais que poderiam impulsionar a queima da pirita, com pneus. Apesar de diminuir o cheiro, o problema prosseguiu até as ações definidas nesta semana que podem encerrar a combustão.

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