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Força-tarefa mobiliz

Força-tarefa mobilizada para elucidar homicídio

Por Ana Paula Cardoso - anacardoso@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Foto: Fotos: Rovani Ilha

Uma força-tarefa está organizada entre a Polícia Civil para elucidar o homicídio que vitimou Ivonete Mezari Genuíno, 24 anos, na semana passada, no Vale do Araranguá. Na tarde desta segunda-feira, em coletiva a imprensa, o diretor da Polícia Civil do Litoral, Artur Nitz, e o delegado regional de Araranguá, Luís Vanderlei Sala, afirmaram que, por determinação do delegado geral, Aldo Pinheiro D’Ávila, foi designado o experiente delegado de homicídios, Enio de Oliveira Matos, para coordenar as investigações, ao lado dos delegados Ari Soto Riva e Jair Pereira Duarte.

Nitz explicou que para manter a lisura dos procedimentos, o delegado Jorge Giraldi foi afastado, mas permanece nas funções na delegacia da Central de Polícia de Araranguá, onde ontem trabalhou normalmente: “Logo após encontrar o corpo, o próprio Giraldi quis se retirar, já que tinha envolvimento emocional com a situação”, disse.

Os delegados afirmam que ainda não há uma linha de investigação que leve ao autor do crime e que muitas denúncias chegam por meio do disque denúncia 181, da Polícia Civil. Nenhuma hipótese é descartada, incluindo represálias contra o próprio delegado. Por enquanto, foram ouvidas cerca de 15 testemunhas, e entre as provas materiais aguardadas estão a quebra do sigilo telefônico e a varredura do computador da vítima.

Relembre o caso - Ivonete Mezari Genuíno, 24 anos, foi executada a tiros durante a madrugada da última quinta-feira, dia 23 de fevereiro, numa plantação de eucaliptos localizada numa estrada vicinal ao acesso entre Araranguá e a Praia da Meta, no Arroio do Silva. Dentro do carro, além do corpo da vítima, a polícia encontrou uma menina de um ano e meio, fruto do relacionamento entre Ivonete e o coordenador da DIC, delegado Jorge Giraldi. Desde o crime, a criança está sob a guarda do delegado.
No corpo de Ivonete, dois projéteis foram encontrados, mas manhã desta segunda-feira a funerária entregou para a polícia outro projétil, também localizado no corpo da moça. A cerca de 100 metros do local, no dia seguinte ao crime, a polícia encontrou um saco preto com dois revólveres. A comparação balística deve ser feita para responder se os tiros que mataram Ivonete – de um revólver calibre 38 - saíram de algumas das armas encontradas.

Colaboração: Fernanda Guidi/Jornal Amorim


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