Frio esquenta as vendas de inverno em Criciúma
Chegada das baixas temperaturas movimenta as lojas de roupas

Depois de algumas semanas com tempo quente, nesta semana as temperaturas tiveram uma queda significativa, mostrando que o inverno chegou. Com isso, as vendas no comércio do setor vestuário criciumense aumentaram, como esperavam os lojistas. Segundo o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Henrique Vargas, ainda não há mensuração das vendas, mas a expectativa é de crescimento. "Como está mais frio, percebemos que os lojistas estão mais animados em relação ao ano passado", diz.
De acordo com a gerente Cristina Biz, da loja Cativa Store, a procura por roupas quentes e mais pesadas está maior na última semana. No entanto, conforme ela, a loja não apostou nesse segmento, porque no ano passado muitas peças de roupa acabaram não sendo vendidas pelo fato de o inverno não ter sido tão forte. "Esse ano nós não iremos trabalhar com o alto inverno, e sim somente com roupas de outono, justamente por isso", aponta.
Ainda assim, as peças mais vendidas da loja são jaquetas de couro, calças de montaria e casacos de tricô. "Mesmo ainda não termos alcançado as nossas metas, as vendas deste ano estão melhor que 2014. Já sentimos um acréscimo de aproximadamente 20%", conta Cristina.
Já na loja Inquieta Moda Feminina, segundo a gerente Luana Amboni, comparadas ao ano passado, as vendas ainda estão baixas. E para incentivar o cliente, a loja já realiza promoções. "Estamos com um desconto de 20% à vista desde o Dia das Mães. Quando se tem desconto as pessoas se motivam a comprar", diz. Entretanto, a chegada do frio nessa semana aumentou as expectativas. "Nós vendemos muita modinha, estamos vendendo muito blazer, moletons e calças flare. A procura aumentou mesmo neste mês", afirma.
Compras somente à vista - Motivados pela crise ou não, segundo a gerente Cristina Biz, percebe-se que neste ano os clientes estão procurando evitar as dívidas. Segundo a comerciante, a maioria procura comprar à vista ou no débito automático. "Aqueles que compram no crédito parcelam em no máximo duas vezes", comenta.



