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Operação Carga Fria

Gaeco cumpre mandados em apoio à operação do Paraná contra o tráfico de drogas em Içara

A operação buscou desmantelar organização criminosa que atuava no tráfico de drogas

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Gaeco cumpre mandados em apoio à operação do Paraná contra o tráfico de drogas em Içara
Foto: Divulgação/Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio à Operação Carga Fria, deflagrada na manhã desta terça-feira, dia 8, pela Polícia Civil do Estado do Paraná e do Ministério Público do Paraná (MPPR) e da Promotoria de Justiça de Toledo, cumpriu mandados nos municípios de Balneário Camboriú, Camboriú e Içara. A operação buscou desmantelar organização criminosa que atuava no tráfico de drogas, distribuindo-as da região Oeste do Paraná para outras regiões do país.

De acordo com o MPPR, os chefes da organização criminosa ostentavam padrão de vida elevado, com apartamentos e casas milionários, viagens para destinos caríssimos, carros luxuosos, veículos aquáticos.

Os valores oriundos do comércio de entorpecentes estariam sendo mascarados por aquisição de bens móveis e imóveis, especialmente na cidade de Balneário Camboriú, feita em nome de "testas de ferro", visando ocultar o real proprietário.

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Entre os alvos da busca no litoral catarinense, uma empresa de investimentos e uma corretora especializadas em imóveis luxuosos das maiores e melhores grifes das construtoras e investidores do país e do exterior, conforme por eles divulgado em suas redes sociais.

A Operação Carga Fria

Com cerca de 200 policiais - apoio da Divisão de Combate à Corrupção (DCCO), Divisão Policial do Interior (DPI) e dos Gaecos de Santa Catarina e Pernambuco - foram executadas 101 ordens judiciais, sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão nos Estados do Paraná (municípios de Toledo, Pato Bragado, Entre Rios do Oeste e Curitiba), Santa Catarina (municípios de Balneário Camboriú, Camboriú e Içara) e Pernambuco (município de Jaboatão dos Guararapes) e dez prisões preventivas.

Foram sequestrados, ainda, 20 bens móveis, entre carros e caminhões, e oito imóveis, bloqueadas 17 contas-correntes e cumprido o afastamento de um policial civil do Estado de São Paulo, suspeito de integrar a organização criminosa.

A investigação, que durou cerca de quatro meses, gerou um prejuízo de aproximadamente 28 milhões para os criminosos: mais de vinte milhões em bens sequestrados durante a operação, cerca de setecentos mil em bens apreendidos durante as investigações e cerca de sete milhões em drogas apreendidas.

Os valores bloqueados em contas correntes, bens aprendidos durante as buscas e os que serão identificados através da análise dos elementos de informação coletados com as medidas cautelares ainda serão contabilizados.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas que podem chegar a 38 anos de reclusão, bem como pelo crime de lavagem de dinheiro, com pena de até 10 nos de reclusão por cada conduta perpetrada.

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, o efetivo desmantelamento do crime organizado somente é possível com a descapitalização da estrutura criminosa, o que também permite recuperação de ativos, já que os bens são leiloados e o valor revertido aos cofres públicos.

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