Gaeco deflagra operação Confidentia em Içara
Um dos investigados exigia a devolução de parte do salário de seus indicados
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) está cumprindo na tarde desta quarta-feira cinco mandados de busca e apreensão e mandados de condução coercitiva em Içara. A operação Confidentia foi deflagrada para apurar crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro envolvendo três agentes públicos - dois da Câmara de Vereadores e um do Executivo do município.
A 2ª Promotoria de Justiça de Içara começou a investigar em maio de 2014 possíveis irregularidades relacionadas à campanha eleitoral e ao exercício do cargo de um agente político da cidade. Segundo a apuração, um dos investigados exige a devolução de parte do salário de dois de seus indicados para cargos comissionados para pagamento de "favores" prestados a credores durante a campanha eleitoral.
A investigação também coletou informações sobre compra de votos realizadas na campanha de 2012, as quais estão sendo investigadas pela Delegacia de Polícia Federal de Criciúma.
Nome da operação
Confidentia vem do latim e significa confiar, uma vez que os desvios apurados tinham como origem cargos comissionados.



