Gaeco investiga sete por peculato e desvio de dinheiro
Mandados de busca e apreensão e conduções coercitivas foram cumpridos na cidade
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), uma força tarefa formada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Instituto Geral de Perícias, cumpriu mandados de busca e apreensão e conduções coercitivas nessa quarta-feira, em Içara. A equipe esteve na residência de cinco servidores públicos e na Câmara de Vereadores da cidade.
O coordenador do Gaeco de Criciúma, promotor Mauro Canto da Silva, explica que a investigação dos crimes de peculato e desvio de dinheiro é de responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça de Içara, que recebeu o apoio da equipe do Gaeco (inclusive de dois agentes de Florianópolis) para o cumprimento dos mandados.
De acordo com o promotor Marcos Vinícius de Faria Ribeiro, responsável pela 2ª Promotoria de Justiça de Içara, a investigação tramitava em segredo desde 2014. “Recebemos informações de uma pessoa que trabalhou na campanha do vereador investigado de que ele teria realizado compras de votos. Além disso, ele estaria cobrando uma parte do salário de pelo menos um servidor para pagar essas dívidas de campanha”, explica.
A investigação também abrange o fato de um dos servidores ter sido realocado em outra função, com salário não compatível com ela. Ao longo desta quarta-feira, a equipe apreendeu documentos e objetos que poderiam ajudar na investigação. Não houve mandados de prisão expedidos.
No total, cinco pessoas foram encontradas e prestaram depoimentos nessa quarta-feira, sendo uma delas na condição de testemunha do caso. Entre estes estava o vereador acusado da compra de votos, que se apresentou ao Gaeco durante a noite de quarta-feira. Outras duas pessoas não foram encontradas para a condução coercitiva.
Ribeiro afirma que não há prazo para o término da investigação, mas estima-se que ela dure pelo menos mais dois meses. “Após a conclusão, essas pessoas serão processadas pelo crime de peculato e desvio de dinheiro, e possivelmente de lavagem de dinheiro também. Se for comprovado um vínculo entre eles, também responderão pelo crime de formação de quadrilha. Se o caso da compra de votos se confirmar, esta investigação passa à Polícia Federal”, destaca o promotor.
A operação realizada em Içara recebeu o nome de Confidentia, que vem do latim e significa confiar, uma vez que os desvios apurados tinham como origem cargos comissionados.







