Greve: 12 policiais federias de Criciúma estão com as atividades paradas

Os cargos de agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal estão com as atividades paralisadas. Santa Catarina aderiu à greve nacional que teve início nesta terça-feira. O motivo da paralisação é a reestruturação da carreira destes três cargos. Conforme o presidente do sindicato dos Policiais Federais de Estado de Santa Catarina (Sinpofesc) Luiz Carlos Aita, os cargos são de nível superior, mas o Governo trata os profissionais como se tivessem apenas o nível médio. Em Criciúma 12 policiais federais estão com as atividades paradas.
“Exigimos nível superior para estes três cargos. Há dois anos já viemos apresentando propostas, mas o Governo não toma nenhuma posição”, explica o presidente. A proposta apresentada pelos profissionais é a adição de uma lei com as especificações das atribuições dos cargos. “Também apresentamos uma tabela com a remuneração compatíveis para estes profissionais”, relata.
No Estado, cerca de 300 profissionais estão com as atividades paradas. Em Criciúma, segundo Aita, o efetivo na Delegacia de Polícia Federal da cidade já é reduzido. “Se possui um número baixo de profissionais para a demanda da região com a greve o número será menor”, pontua.
De acordo com o representante da greve em Criciúma, o escrivão Marcus Vinicius Signor, na Delegacia de Polícia Federal de Criciúma, dos cerca de 24 policiais que atuam na cidade, 12 estão parados. “Hoje, apenas delegados e peritos são remunerados com nível superior, agentes, escrivães e papiloscopista ganham como nível médio. Estamos lutando a mais de uma década para igualar essa defasagem salarial”, explica.
Serviços prejudicados – Com a paralisação, alguns serviços serão mais sentidos pela população como a emissão de passaporte, atendimento a estrangeiros, registros de armas e investigações criminais.
A greve não tem previsão para acabar. “Estamos dispostos a negociações, nesta quinta-feira à tarde teremos uma assembleia geral sobre os encaminhamentos da greve. Esperamos uma posição do Governo, já que a proposta foi apresentada”, conclui Aita









