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Criciúma e Araranguá

‘Greve em serviço essencial é complicado’, afirma André Motta Ribeiro sobre paralisação do Samu

Estima-se que cerca de 100 funcionários do Samu vão participar da greve

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Por Rafaela Custódio -

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Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo/Portal Engeplus

Funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de Criciúma e Araranguá, entrarão em greve na próxima quarta-feira, dia 1º de setembro. Os trabalhadores reivindicam o cumprimento da convenção coletiva, além do pagamento de férias e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) junto a empresa OZZ Saúde, administradora do serviço em Santa Catarina. A paralisação não será estadual e, por ser um serviço essencial, o Samu deve funcionar em sistema de revezamento e com cerca de 30% do efetivo na Central de Regulação.

Na manhã desta sexta-feira, dia 27, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, falou sobre a paralisação. “Greve em serviço essencial é complicado e é necessário entender isso. A Secretaria de Estado da Saúde ainda não foi notificada sobre a paralisação. Precisamos entender o movimento se é um fato ou apenas notícia”, afirmou.

De acordo com Ribeiro, a empresa que faz a gestão do Samu será notificada. “Nós entendemos a dificuldade que os profissionais estão passando, tanto que temos um novo edital de chamamento para alguma empresa fazer a gestão [do Samu]. O contrato da OZZ Saúde termina em dezembro e nós estamos notificando para adequação de entrega conforme o contrato, pois é pago tudo em dia”, destacou.

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Estima-se que cerca de 100 funcionários do Samu vão participar da greve. E os atos durante o movimento serão definidos em assembleias com os trabalhadores. Um dos motivadores da greve é a decisão da empresa OZZ Saúde de recorrer da decisão da 2ª Vara do Trabalho de Criciúma, que condenou a empresa ao pagamento, com juros e correção monetária, de verbas trabalhistas atrasadas, entre elas as diferenças salariais no período de novembro de 2018 e maio de 2019, com reflexos em horas extras, adicional noturno, férias, décimos terceiros e depósitos de de FGTS.

Esta ação é apenas a primeira das duas movidas pelo SindiSaúde contra a OZZ. A outra segue tramitando com reivindicações condizentes ao não pagamento de férias - desde quando a empresa assumiu em 2017. De acordo com o SindiSaúde, o FGTS não é depositado na conta dos trabalhadores desde o ano passado.

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