Grupo questiona vereador sobre o que é família 'não convencional'
Vereador Jair Alexandre questionou a Gered sobre cartaz da escola Lapagesse

“Queríamos chamar atenção do vereador Jair Alexandre”, comenta Maga Stopassoli, uma das 15 pessoas que esteve nessa segunda-feira, dia 21, na Câmara de Vereadores de Criciúma, para se manifestar sobre um requerimento que o vereador (PSC) encaminhou à Gerência Regional de Educação (Gered). No requerimento, Jair Alexandre solicitava informações sobre um cartaz colado na parede da escola Professor Lapagesse sobre tipos de famílias.
No requerimento encaminhado pelo vereador, a pergunta a ser respondida era: “Existe possibilidade de o referido colégio estar abusando de sua cátedra para ensinar valores que promovam os modelos não convencionais de família?”.
O documento foi visto pela moradora de Criciúma, Maga Stopassoli. Com isso, ela criou uma postagem nas redes sociais. O post chamou atenção de alguns moradores da cidade e um grupo de 15 pessoas foi até a sessão com cartazes para questionar o vereador. “O que é família não convencional?”, questionou Maga.
Ela relata que o intuito do manifesto era apenas chamar atenção do vereador. “Foi um ato silencioso. Ninguém fez nada, nossa única ação foi colar o cartaz no vidro da Câmara para mostrar a todos os vereadores que estamos prestando atenção no trabalho deles”, afirma.
Maga relata que o presidente da Câmara de Vereadores, Júlio Cezar Colombo (PSB) os chamou no final da Sessão para conversar. “O presidente nos chamou e nos propôs um espaço na tribuna livre. Ainda não temos data, nem horário. Mas foi oferecido. Já é algo”, comenta.
“Fui procurado por vários pais da escola. Por isso o questionamento a Gered”, explica o vereador Jair Alexandre. Segundo o vereador, o requerimento encaminhado por ele é um procedimento normal da Câmara. “Nós enviamos o requerimento por outros motivos, como dúvidas na saúde”, relata.
“Não entendi porque falaram mal de mim nas redes sociais. Não sou homofóbico e nem preconceituoso”, afirma.
O vereador comenta que foi apenas uma pergunta realizada a Gered, mas foi um caso isolado. “É uma ferramenta que temos de adquirir informações. Os pais me solicitaram e fiz. Vamos ter a resposta da Gered e entender o caso”, finaliza.







