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Guarda-chuva e a sua agressividade no futebol

Foto de @mateusmastella

Por @mateusmastella

3 min de leitura

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Foto: Kamille Rosso/Clique Carvoeiro/Especial

Uma regra implantada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na terça-feira e sentida na pele pelos repórteres, fotógrafos e ASSESSORES DOS CLUBES – está maiúsculo de propósito – no jogo entre Criciúma e Guarani pegou a todos de surpresa: não pode usar guarda-chuva dentro do campo (no espaço reservado aos profissionais). Não existiu justificativa, nem explicação, nem qualquer sinônimo que possa definir a restrição do objeto em campo. A resposta veio igual a chuva, sem avisar. Na verdade, me equivoquei, porque a chuva a gente sabia com o alerta da Defesa Civil.

Sinceramente, como alguém pode proibir um uso de um objeto para se proteger da chuva, proteger os equipamentos e apenas tentar trabalhar de uma forma mais tranquila, em meio ao tempo frio e a precipitação. A pessoa que faz isso na CBF tenho certeza que nunca pisou no gramado e não vai no campo em dia de jogos de chuva. Chega a irritar a dificuldade de fazer um jogo de futebol.

A nossa missão como jornalista é apenas trabalhar. E sabe o que é mais difícil? Trabalhar. Hoje é o guarda-chuva, daqui a pouco é o celular, depois é o profissional. Tudo muda... para pior. E não tem justificativa, que não sei qual é, que possa convencer que é proibido usá-lo em campo. O futebol é para todos. Ou quase. O esporte popular é o mais impopular. Falta o que mais?

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Procurei a Associação dos Cronistas Esportivo de Santa Catarina (ACESC) para saber o que poderia ser feito. A resposta? Segue abaixo.

Imagina só, que loucura, jogar futebol daqui alguns anos sem a bola. Eu não duvido, alguém quer apostar? ESSE PARÁGRAFO CONTÉM IRONIA, OU NÃO!

Muitas das regulamentações contidas nas Diretrizes da CBF, tem embasamento. Essa é uma delas. Entre o guarda-chuva e uma capa de chuva, decidiu-se pelo uso da capa que deixa as mãos livres e protege todo o corpo, diferente do guarda-chuva que protege apenas uma parte do corpo. A exceção é dos cinegrafistas das detentoras, que tem um suporte especial sobre o equipamento, para um pequeno guarda-chuva. E só quem administra isso conhece algumas facetas como a daqueles que chegavam no estádio com guarda-chuva "patrocinado". A capa permite, inclusive, proteção às anotações, o que não ocorre com o guarda-chuva. Outra coisa. Não é interessante ficar discutindo coisa tão pequena, diante da discussão que estamos tendo sobre a cobrança de direitos de transmissões de rádio e a própria normatização das rádios web que, na sua maioria, nada fazem para ajudar o clube, exploram a mão de obra profissional pagando míseros cachês (por jogo) para seus colaboradores e só vão no estádio para faturar. Diante do fato maior, esse é minúsculo e não merece tanta atenção. Se o assunto for à discussão, podemos discuti-lo, mas não é o momento.

Temos que abandonar essa síndrome do vira-latas.

Com a sinceridade que me caracteriza, é a minha opinião.

Um abraço.

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