Guarda Municipal nega ter agredido estudante da Unesc

Desde a última sexta-feira o caso de um estudante de Psicologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), de 21 anos, tomou grande proporção nas redes sociais. O estudante alega ter sido agredido por integrantes da Guarda Municipal de Criciúma ao tentar defender adolescentes que, segundo ele, também sofriam agressões no Terminal do Pinheirinho. A Guarda Municipal e a Autarquia de Segurança de Transporte e Trânsito (ASTC) negam o ocorrido.
De acordo com o advogado do rapaz, Chalton Schneider, existe um processo criminal em andamento e, nesta segunda-feira foi realizado o exame de corpo delito. "Estamos aguardando este laudo e com essa documentação em mãos vamos oficiar o reitor da Unesc para que traga informações para o processo. Existem imagens gravadas, e quando tivermos esse vídeo em mãos vamos entrar com uma ação indenizatória contra a ASTC por danos morais", explicou.
O coordenador da Guarda Municipal, João Braga, afirmou que ele e o presidente da ASTC, Giuliano Colossi, estavam no terminal no momento da briga. "Alguns usuários do terminal nos ligaram porque haviam alguns arruaceiros no local, jovens usando drogas e depredando o patrimônio público. Como é dever da Guarda proteger o patrimônio, encostamos os jovens na parede para revistá-los. Neste momento, o estudante da Unesc chegou ao local e falou alguns palavões para os guardas. Ao ser alertado sobre o desacato, o rapaz correu para dentro da universidade e nós fomos buscá-lo para que nos acompanhasse até a delegacia", explicou.
Braga também afirma que ele o estudante foram até a delegacia "em suas próprias pernas" e sem algemas. "No momento em que ele foi levado, não havia nenhum hematoma. O hematoma só apareceu na foto da rede social. Então estamos aguardando os vídeos para provar que a Guarda Municipal não é a responsável pelos machucados do rapaz. Nós temos testemunhas a nosso favor, que estavam no terminal no momento do acontecido", disse.








