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imbituba

Homem é inocentado após ser condenado injustamente por estupro

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Homem é inocentado após ser condenado injustamente por estupro
Foto: reprodução Portal A Hora

Walter David Júnior, natural de Imbituba, acusado de estupro em 2013, teve sua inocência reconhecida nesta semana pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O imbitubense cumpriu dois dos sete anos de condenação em regime semiaberto. O estupro pelo qual foi acusado ocorreu no dia 3 de novembro de 2013 na praia da Ribanceira, em Imbituba.

A absolvição aconteceu após o trabalho da defesa comandada pelo advogado Eduardo Faustina, que alegou a ausência de provas para a condenação do hoje morador do bairro Village. “Felizmente conseguimos comprovar a inocência do Walter nesse caso, que agora deverá ser reaberto para apurar e punir o verdadeiro autor desse crime hediondo”, comenta.

Segundo informações do Portal A Hora, o trabalhador chegou a ser condenado na primeira instância como autor do crime de violência sexual cometido por um homem de motocicleta e sofrido por uma mulher enquanto ela caminhava na praia da Ribanceira, no dia 3 novembro, por volta das 5h30.

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Segundo familiares, no momento do crime, Walter se encontrava em casa dormindo, fato que teria sido comprovado por familiares e vizinhos, que teriam visto ele chegar em casa, vindo do Porto de Imbituba por volta da 1h30 e depois não teria saído mais.

Após imediato reconhecimento de Walter como autor, por parte da vítima, mesmo tendo diversos álibis e de inconsistências na acusação, principalmente nos relatos e até no reconhecimento do “autor”, o portuário, que é afrodescendente, teve prisão provisória cumprida em 17 de janeiro de 2014 e depois foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Imbituba a seis anos no semiaberto.

A prisão de Walter gerou vários protestos públicos organizados por parentes e amigos, além de entidades como a Associação Municipal do Movimento Negro, que questionava o reconhecimento da vítima e a decisão da Justiça. A condenação tinha como base a palavra da vítima, que segundo os familiares, não estaria em harmonia com as demais provas do processo e havia várias contradições, entre elas a questão da cor da pele do autor.

Walter cumpriu pena no semiaberto por mais de dois anos, podendo sair da Unidade Prisional Avançada (UPA) de Imbituba para trabalhar, mas com muitas restrições de liberdade. Em seguida, progrediu para o aberto, regime no qual cumpriu pena até esta semana, quando foi absolvido.

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