Indústrias podem ficar sete dias sem gás
Normalização do abastecimento de gás natural para as indústrias da região, inicialmente calculada em 48 horas, pode se arrastar por mais de sete dias. A posição foi repassada extraoficialmente ao presidente do Sindicato das Indústrias Cerâmicas de Criciúma e Região, Otmar Muller, e deve ser confirmada durante a tarde.
De acordo com o presidente, a dependência total do combustível natural forçou todas as indústrias do setor a paralisar as atividades. “Estamos na expectativa, pois além da interrupção ainda temos o período de aquecimento dos fornos quando o abastecimento se normalizar, que é de três a quatro dias”, explica.
Se a suspensão por toda a semana for confirmada, o setor fechará novembro acumulando perda de receita considerável. “A receita gerada pelas cerâmicas da região gira em torno de R$ 4 milhões por dia, e isto estará sendo perdido”, revela. "Colorifícios e outros forncedores também estão parados." No atendimento disponibilizado pela SCGás, a única informação repassada é de que o abastecimento continua suspenso e sem previsão de retorno.



