Ingo Maurer: o poeta da Luz
O Design se despede de um artista

Por João Rieth - arquiteturadesigncon@engeplus.com.br
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Esta semana, o Designer e Empreendedor Alemão Ingo Maurer se despediu aos 87 anos, após 53 anos de criação e produção de luminárias, onde a criatividade e ludicidade eram as suas principais características.
Conheci as peças de Maurer em 1992, na Feira de Milão, quando lançou “Lucellino” e “Porca Miseria” ,as quais fazem até hoje, parte do acervo do MOMA de Nova Iorque, juntamente com a luminária “Bulb” de 1966, projetada para uma instalação em Veneza, um verdadeiro ícone da iluminação dos anos ‘60. Esta última obteve uma aceitação no mercado inesperada e proporcionou a abertura da sua empresa, juntamente com a esposa, a qual administrou até 2014, com mais de 70 funcionários, em Munique na Alemanha. Ingo Maurer se transformou em marca de inovação e inconformismo e soube explorar os mais inusitados materiais e brincar com efeitos e sensações. Seus produtos ainda estimulam a nossa imaginação, chegando a se transformar em símbolos da cultura popular. No Brasil, sua obra é pouco conhecida mas o designer chegou a projetar um espaço em Inhotin (2014), ainda não executado, e trabalhou com os Irmãos Campana no projeto denominado “Projects ‘66”, em 1999, ano em que abriu sua loja em Nova Iorque, utilizando a tecnologia LED. Em São Paulo, a empresa FAS Iluminação, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, apresenta as coleções em seu showroom. Irreverente e provocativo, as luminárias de Maurer são inconfundíveis , pois este poeta da luz soube como poucos desenhar no espaço os melhores efeitos da iluminação, associando tecnologia à magia da arte e fantasia. Sua instalação final, um lustre feito com mais de 3.000 folhas banhadas em prata, foi concluída no Residenztheater de Munique, em 18 de outubro, poucos dias antes de sua morte.



