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Insegurança nos

Insegurança nos terminais preocupa usuários

Por Douglas Saviato - douglas.saviato@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Foto: Foto: Aline Medeiros/Portal Satc

A violência nos terminais de ônibus de Criciúma cresceu nos últimos dias. Roubo de bonés, celulares e até agressões físicas são registrados nestes locais e deixam os usuários do transporte coletivo da cidade inseguros. Conforme a mãe de um adolescente de 15 anos, que prefere não se identificar, seu filho foi alvo pelo menos quatro vezes de atos de infratores no Terminal Central. "Ele teve pertences roubados, como bonés, e também foi agredido. Agora ele não quer mais ir ao terminal, está com medo de ir à escola, de sofrer retaliações destas mesmas pessoas", relata a mãe, que agora tem que levar seu filho em outro local para que ele possa pegar um ônibus para ir ao colégio.

Segundo o gerente administrativo dos terminais urbano e rodoviário de Criciúma, Otacílio de Bem Filho, a segurança no local é feita pela Guarda Municipal de Criciúma, com auxílio da Polícia Militar. "Pelo menos dois guardas ficam dentro do terminal para dar segurança aos usuários. Como muitas pessoas passam pelo local é difícil os guardas identificarem quem comete esses delitos, pois os profissionais podem estar em um lado do terminal e o infrator de outro lado", explica de Bem. Em alguns casos, os infratores são pegos pelos guardas e identificados. Se for menor de idade, é acionado o Conselho Tutelar, os pais são chamados, o pertence é devolvido à vítima e as providências cabíveis são tomadas.

De acordo com o responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e ao Idoso, delegado Márcio Campos Neves, ocorrências deste tipo cometidas por adolescentes são corriqueiras nos terminais e nas suas imediações. Por semana, são registrados entre dois e três Boletins de Ocorrência com estas características. "Vários jovens são apreendidos, alguns são reconhecidos, mas muitos não são identificados, pois a vítima não lembra quem cometeu o delito. A polícia também não tem suporte para dar atenção nestes casos, nossa prioridade é para homicídios ou roubos de maiores proporções", avalia a autoridade policial.

Orientações - Para a população que se sentir insegura, algumas orientações podem ser seguidas para evitar estes tipos de delitos. Segundo Otacílio, não reagir a nenhum ato infracional é a melhor opção. "Para evitar outros danos é aconselhável que a pessoa entregue o boné, o tênis, o que for, pois isso se consegue novamente, ao contrário da vida", destaca.

"É também de extrema importância que os pais orientem seus filhos em casa, em caso de ser abordado por algum infrator", frisa de Bem. De acordo com o delegado Neves, ao perceber uma movimentação estranha, a população deve pedir ajuda a um vigia, alguém que estiver ao redor, procurar sempre estar próximo de pessoas.

A mãe do garoto gostaria de mais atenção para os terminais de ônibus. "A gente fica muito vulnerável, tenho medo que alguém empurre ele contra um ônibus, por exemplo. Isso não acontece apenas com meu filho, mas com muitas mães", pontua.

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