Investigação avança. Suspensão noturna surpreende
Comandante da PM reforça que ato foi vandalismo. Polícia Civil busca os autores

Não foram poucos passageiros que ficaram a pé ontem à noite, após as 22 horas, por desconhecerem a decisão da ACTU de suspender o transporte coletivo na noite passada, por consequência do ato da noite anterior, quando um ônibus foi queimado no Loteamento Vida Nova, em Criciúma.
No Terminal Central, algumas dezenas de usuários do sistema aguardavam os ônibus, o mesmo ocorrendo nos terminais da Próspera e Pinheirinho, e tiveram que buscar outras formas de fazer seus deslocamentos, por conta da suspensão do serviço pela precaução adotada pelas empresas. A decisão havia sido tomada na tarde de ontem, conforme noticiou o Portal Engeplus.
“Nossa inteligência provou,
foi caso isolado”
Enquanto isso, as investigações do caso prosseguem. O comandante do 9o Batalhão da Polícia Militar de Criciúma, tenente coronel Evandro Fraga, acentua as evidências de um crime isolado, com características de terrorismo, e não um atentado como parte de uma série de delitos.
“Temos uma rede local de inteligência, com apuração constante de dados, que verificou que as mensagens de alerta que andaram espalhando eram falsas”, reforça o coronel. “Foi um ato de vandalismo, uma resposta à prisão de lideranças influentes do tráfico de drogas do bairro Cristo Redentor, que ocorreram nos últimos dias”, acentua Fraga.
Na mesma linha, o delegado André Milanese, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil, frisa que tudo aponta o incêndio do ônibus para a autoria de jovens ou adolescentes, e um deles deve estar ferido. “Acontece que aquele que perdeu a arma, que encontramos nos restos do ônibus, deve ter se ferido com o fogo”, detalha.
O coronel Fraga lembra que os autores estão sujeitos a enquadramento por terrorismo na lei vigente, o que pode resultar em prisão de 12 a até 30 anos.







