Investigação sobre caso de sargento que gravou vídeo com ataques racistas encerra na terça
Investigado, vítima e testemunhas foram ouvidos pelo delegado nesta semana
Por Jessica Rosso Crepaldi - jessica.rosso@engeplus.com.br
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A Delegacia de Polícia de São Ludgero encerra na próxima terça-feira, dia 28, a investigação sobre o caso de um sargento da reserva da Polícia Militar de Santa Catarina, de 57 anos, que aparece em um vídeo chamando uma mulher de macaca e admitindo ser racista.
O investigado, assim como a vítima e testemunhas foram ouvidos pelo delegado durante esta semana. Ainda nesta sexta-feira, dia 24, a Polícia Civil cumpre algumas diligências relacionados ao caso. Na terça-feira, o caso será encaminhado ao Ministério Público, segundo relatou o delegado de Polícia Civil de Braço do Norte, Éder Matte.
Entenda o caso
Um sargento da reserva da PMSC foi filmado enquanto chamava uma mulher de macaca. "Eu sou racista e eu não suporto negros. Tenho amigos negros, mas amigos decentes, não essa negrada marrenta", diz o militar no vídeo. E ele ainda completa chamando a mulher de 'macaca' e desgraçada.
A PMSC emitiu uma nota sobre o assunto. Relembre o que diz a nota:
A respeito do referido vídeo divulgado recentemente em redes sociais, a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), por meio do Centro de Comunicação Social vem esclarecer que:
- A PMSC repudia toda e qualquer tipo de violência contra a mulher ou vulnerável, bem como qualquer tipo de racismo. Diante deste fato, a referida ocorrência deverá ser apurada com rigor por todos os processos legais;
- O homem que aparece no vídeo é sargento da PMSC, que está na reserva desde 9 de março de 2016.
- Todo policial militar, seja de ativa ou da reserva, deve seguir em conformidade com os dispositivos previstos no Regulamento Disciplinar da PMSC, Código Penal Militar e legislação penal geral. O caso identificado será encaminhado à Corregedoria-Geral da PMSC.





