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Brasília

Jair Bolsonaro é preso preventivamente pela Polícia Federal

Ex-presidente do Brasil foi detido na manhã deste sábado, dia 22

Por João Gabriel da Rocha

Atualizada 2 min de leitura

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Jair Bolsonaro é preso preventivamente pela Polícia Federal
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), foi preso preventivamente na manhã deste sábado, dia 22, e conduzido à sede da Polícia Federal, em Brasília (DF). O mandado de prisão preventiva foi cumprido acerca de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A ação teria sido motivada após o filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL), convocar uma vigília de orações nessa sexta-feira, dia 21, próxima à casa onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar. Na decisão, Moraes destacou que a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar uma eventual fuga do réu.

O ministro também determinou que uma audiência de custódia por vídeoconferência será realizada neste domingo, dia 23, na Superintendência Regional da Polícia Federal do Distrito Federal. Além disso, todas as visitas recebidas por Bolsonaro devem ser autorizadas pelo STF (com exceção para os advogados e a equipe médica que acompanha a saúde do réu).

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A defesa de Bolsonaro pediu, nessa sexta-feira, que Moraes concedesse prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente. De acordo com os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes que demandam acompanhamento médico intenso, por isso, deve continuar em prisão domiciliar. O pedido visa evitar que Bolsonaro seja levado ao presídio da Papuda, em Brasília.

*Contém informações da Agência Brasil.

Pronunciamentos

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, frisou que a defesa do ex-presidente adotará todas as medidas necessárias para reverter essa decisão. “Todos sabem do estado de saúde debilitado em que ele se encontra, resultado da facada e das sucessivas cirurgias. O PL sempre apoiará Bolsonaro, o maior líder político da história deste país”, pontuou.

Nas redes sociais, a deputada catarinense Caroline de Toni (PL) definiu o mandado como ‘um dos maiores absurdos já cometidos pela Justiça brasileira’. “O maior líder que a direita já teve, homem que não cometeu crime algum, foi submetido a um processo absolutamente nulo e agora levado à prisão. Lutaremos até o fim contra essa injustiça”, escreveu.

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