Jovem que sobreviveu ao incêndio criminoso em Criciúma deve prestar depoimento nesta terça-feira
Delegado pedirá esclarecimentos sobre a suspeita de que ele, ex-usuário de drogas, teria dívida com traficantes

O jovem de 22 anos que sobreviveu ao incêndio criminoso cometido na noite do último domingo, no bairro Vila Rica, em Criciúma, deve prestar seu depoimento formal ainda nesta terça-feira. A informação é do delegado Victor Bianco Junior, que assumiu o caso. Uma irmã do rapaz, a qual não estava na residência no momento do incêndio, prestou depoimento na manhã de hoje, "mas ela não foi testemunha ocular do crime, apenas relatou o que lhe contaram, então não acrescentou muito além do que já sabíamos", afirma Junior.
Após o ato criminoso, o rapaz foi internado no Hospital São José, pois sofreu queimaduras nas pernas. A irmã dele, de 26 anos, e uma sobrinha, de dois anos, também estavam na casa e conseguiram escapar das chamas, mas a avó dele, de 46 anos, e outra sobrinha, de nove anos, não sobreviveram. Na mesma noite, a Polícia Militar deteve três jovens suspeitos pelo envolvimento no incêndio. Eles já prestaram depoimentos, mas negam qualquer envolvimento no caso.
"Testemunhas e a própria família relataram de forma extraoficial que seis ou oito pessoas participaram do crime. Três já estão presas. Temos a identificação das demais e seguimos com as diligências para localizá-las, mas a investigação segue em sigilo para não ser comprometida", completa a autoridade policial.
O inquérito policial tem dez dias para ser concluído. O laudo realizado no local e nos cadáveres das duas vítimas deve ser entregue em até 30 dias. A principal suspeita é de que tenha sido usada gasolina para iniciar o fogo. Outro detalhe, de que o jovem de 22 anos teria uma dívida com traficantes, já que é ex-usuário de drogas, não foi confirmado pela família, mas ainda não foi descartado pela polícia.






