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Retrospectiva

Julho encerra com chuvas abaixo da média e benefícios para a agricultura do Sul de Santa Catarina

Mês foi marcado por temperaturas negativas na região carbonífera

Por João Gabriel da Rocha

2 min de leitura

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Julho encerra com chuvas abaixo da média e benefícios para a agricultura do Sul de Santa Catarina
Foto: João Gabriel da Rocha/Arquivo/Engeplus

O mês de julho encerra nesta quinta-feira, dia 31, com temperaturas e precipitações abaixo da média no Sul de Santa Catarina. Marcado por recordes históricos nos termômetros, o período registrou frio intenso, beneficiando setores como a agricultura da região. Além disso, neve na Serra catarinense, geada na região carbonífera e passagem de ventos fortes nos últimos dias foram fenômenos presentes.

Segundo o climatologista Márcio Sônego, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) de Urussanga, a temperatura média foi de 13,3°C, enquanto a média histórica é de 14,7°C. "A menor mínima da região carbonífera foi registrada nos dois primeiros dias do mês, quando Criciúma marcou -1,5°C e -1,3°C, respectivamente", destacou.

Conforme Sônego, o município registrou geada em três dos 31 dias de julho. “O mês começou com geada forte nos dois primeiros dias, e encerra com registro de geada fraca nessa terça-feira, dia 30”, afirmou.

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Frio favorece a agricultura

De acordo com o climatologista, o frio rigoroso foi benéfico para a produção agrícola, especialmente em localidades de clima temperado. “Plantações de pêssego, ameixa e uva, por exemplo, agradecem, pois essas plantas precisam de frio. Foi um mês ideal para o comércio da fruticultura”, explicou.

Segundo informações da Epagri, Santa Catarina é o maior produtor de maçãs do Brasil, plantações que também são beneficiadas com as baixas temperaturas. Isso ocorre porque, no início do inverno, as frutas entram em estado de dormência, fase essencial para o desenvolvimento saudável.

Chuvas abaixo da média e ventos fortes

Sônego também ressaltou que julho teve uma média de chuva muito inferior do que o esperado. “A precipitação média para julho é de 106 milímetros, e choveu apenas 25 milímetros. Ou seja, foi um mês seco, com pouquíssima chuva”, disse.

Além disso, julho registrou ventos fortes, devido à passagem de um ciclone extratropical nos últimos dias. “As rajadas chegaram a até 64km/h em Criciúma, nessa segunda-feira, dia 28, na estação da Satc”, afirmou. A força do ciclone causou movimentação no mar e fortes estragos em diversos municípios do Sul de Santa Catarina, como Balneário Rincão e Laguna.

Segundo as previsões da Epagri, as duas primeiras semanas de agosto devem apresentar temperaturas mais amenas, com mínimas de 7°C e máximas em torno de 22°C.

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