Justiça define nova data para interrogatório de oficial de cartório acusado de matar namorada
Previsão é que acusado seja inquirido nesta quarta-feira, dia 31

A 2ª Vara Criminal de Imbituba, no Sul do estado redefiniu para esta quarta-feira, dia 31, o interrogatório do oficial de cartório, de 36 anos, acusado de ter matado a namorada, a modelo gaúcha Isadora Viana Costa, de 22 anos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina, por feminicídio.
A primeira data estabelecida para o interrogatório foi dia 20 de setembro. No entanto, a Justiça de Santa Catarina decidiu adiá-la, por conta de um pedido da defesa do acusado. Segundo os advogados do réu, ele preferia ser escutado depois de todas as outras testemunhas.
O acusado recebeu prisão preventiva no dia 16 de julho. Na ação penal, ele é réu por homicídio qualificado, por motivo fútil e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, pode responder por fraude processual, ao modificar a cena do crime a fim de induzir a perícia ao erro.
Na delação do Ministério Público de Santa Catarina, há outra indiciada. Apontada como amiga do oficial de cartório, uma advogada também é acusada de modificar a cena do crime. De acordo com a Promotora de Justiça Sandra Goulart Giesta da Silva, ela teria levado do apartamento do acusado um lençol sujo de sangue e também outros objetos, como garrafas de bebida alcoólica.
A denúncia
O crime aconteceu no dia 8 de maio, em Imbituba. Conforme a denúncia, o acusado teria usado cocaína na madrugada. Por volta de 05h45min, Isadora acreditou que o namorado estivesse passando mal, pois espumava pela boca. Nesse momento, decidiu chamar a irmã do namorado para socorrê-lo.
Atendendo ao chamado de Isadora, a irmã do oficial de cartório, acompanhada do noivo, foi até o apartamento do irmão por volta das 6 horas. O denunciado, trancado no quarto, não atendeu aos chamados da irmã. A porta foi arrombada. Após constatar que ele estava bem, a irmã e o noivo foram embora. Assim que saíram, o oficial de cartório teve uma explosão de fúria.
Como tentava esconder da família o vício, o acusado ficou furioso com a namorada pelo simples motivo dela ter chamado a irmã para socorrê-lo. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, após matar a namorada, ele solicitou atendimento ao Corpo de Bombeiros, mas não a acompanhou no atendimento. O oficial de cartório teria ido ao hospital, após modificar a cena do crime e entregar a chave do apartamento para a amiga advogada para que ela tirasse o lençol sujo.
A defesa
Os advogados de defesa do réu afirmam que seria impossível o réu ter agredido a vítima sem deixar marcas e que Isadora teria morrido por overdose.







