Linha do Tempo: a trajetória de Jaime Dal Farra no comando do Criciúma Esporte Clube
Presidente do clube renunciou o cargo após quase cinco anos no comando do Tigre
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A semana deveria ser para comemorar o aniversário de 73 anos do Criciúma. Deveria. O presidente do clube, Jaime Dal Farra, surpreendeu a todos e renunciou ao cargo nessa quinta-feira, dia 14, após quase cinco anos de comando. Ele está na função desde outubro de 2015 e assumiu no lugar de Antenor Angeloni. O mandatário ficará até o fim de dezembro deste ano e depois deixará a equipe.
O time não entra em campo desde 15 de março, quando venceu o Joinville por 1 a 0, pela 9ª rodada do Campeonato Catarinense. Neste ano, o Tigre ainda disputará as quartas de final do estadual diante do Marcílio Dias e também a Série C do Campeonato Brasileiro. O tricolor ainda foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil para Santo André.
A reportagem do Portal Engeplus listou todos os técnicos, dirigentes e jogadores que passaram pelo Criciúma enquanto Dal Farra esteve no comando do clube. O presidente carvoeiro trouxe treinadores conhecidos para Criciúma, como Deivid, Beto Campos, Argel Fucks, Mazolla e Lisca.

Com Dal Farra no comando da equipe, o Criciúma nunca ultrapassou os 49% de aproveitamento e isso fez com que o clube permanecesse por cinco temporadas na Série B, mas terminasse com um rebaixamento para a 3ª divisão e não conquistou nenhum título. Os números são de outubro de 2015, ou seja, a partir de quando Dal Farra assumiu o clube, confira:
JOGOS VITÓRIAS EMPATES DERROTAS 8 4 1 3
O primeiro técnico a trabalhar com Dal Farra foi Roberto Cavalo. Em 2015, ele comandou a equipe em oito jogos pela Série B, venceu quatro, empatou um e perdeu três, tendo aproveitamento de 54%. Os bons números fizeram com que o comandante continuasse no clube em 2016. Os dados foram apurados junto ao site Meu Time na Rede.
Em 2015, o Criciúma não conquistou nenhum campeonato e terminou a Série B em 12º com 49 pontos.
A primeira temporada completa de Dal Farra no comando
O primeiro trabalho de Dal Farra em 2016 foi manter Roberto Cavalo no cargo. Naquele ano, o Tigre disputou Primeira Liga, Copa do Brasil, Campeonato Catarinense e Série B e não conquistou nenhum título. Foram 61 jogos, com 26 vitórias, 12 empates e 23 derrotas, conquistando aproveitamento de 49%. Mas, no final da temporada, o comandante deixou o clube carvoeiro por problemas internos. “Em função de coisas internas levadas a imprensa de forma equivocada após o jogo contra o Paysandu, o Roberto Cavalo percebeu que, de repente, pode prejudicar a imagem do clube e pediu demissão. São problemas que ele está resolvendo junto a um advogado e não tem nada a ver com o Criciúma", declarou Dal Farra na época.

JOGOS VITÓRIAS EMPATES DERROTAS 61 26 12 23
A segunda temporada de Dal Farra a frente do clube iniciou já com um treinador novo. O escolhido foi Deivid. Mas naquele ano ainda passariam mais três técnicos e desde então o Criciúma iniciou um rodízio de treinadores no clube.
Deivid esteve no clube em 22 jogos, conquistando sete vitórias, cinco empates e dez derrotas, com aproveitamento de 39%. Ele comandou a equipe no Campeonato Catarinense, Copa do Brasil, Primeira Liga e Série B. Ainda em 2017, passaram pelo clube Grizzo (interino), Luís Carlos Winck e Beto Campos. Confira os números dos comandantes em 2017:
Luís Carlos Winck: 21 jogos | 9 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 53,9% de aproveitamento
Beto Campos: 12 jogos | 3 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 36% de aproveitamento
Grizzo: 2 jogos | 1 empate | 1 derrota | 16% de aproveitamento
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Os últimos dois anos: os mais difíceis da era Dal Farra
Em 2018, trabalharam no Criciúma quatro treinadores: Argel Fucks, Lisca, Mazola e Grizzo. Nenhum deles conquistou títulos e o Tigre escapou do rebaixamento para a Série C na última rodada contra o Sampaio Corrêa ao vencer por 2 a 0, com gols de Elvis e Zé Carlos. Confira os números:

Argel Fucks: 14 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 7 derrotas | 40% de aproveitamento
Lisca: 4 jogos | 1 vitória | 1 empate | 2 derrotas | 33% de aproveitamento
Mazola: 33 jogos | 11 vitórias | 14 empates | 8 derrotas | 47% de aproveitamento
Grizzo: 7 jogos | 1 vitória | 4 empates | 2 derrotas | 33% de aproveitamento
JOGOS VITÓRIAS EMPATES DERROTAS 58 18 21 19
O último treinador da temporada foi Mazola, porém ele também deixou o clube no mesmo ano, ou seja, 2019 o Tigre começou a temporada com técnico novo. Doriva iniciou os trabalhos, porém os resultados negativos fizeram com que o técnico fosse demitido. Além dele, passaram pelo cargo Gilson Kleina, Wilsão, Waguinho Dias e Roberto Cavalo.
No ano passado, os cinco treinadores tiveram cerca de dois meses para trabalhar no Criciúma e o resultado foi o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro. Torneio que o Tigre não jogava desde 2010.
Doriva: 13 jogos | 5 vitórias | 3 empates | 5 derrotas | 46% de aproveitamento
Gilson Kleina: 22 jogos | 6 vitórias | 6 empates | 10 derrotas | 36% de aproveitamento
Wilsão: 7 jogos | 3 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 52% de aproveitamento
Waguinho Dias: 5 jogos | 2 empates | 3 derrotas | 13% de aproveitamento
Roberto Cavalo | 14 jogos | 3 vitórias | 7 empates | 4 derrotas | 38% de aproveitamento
JOGOS VITÓRIAS EMPATES DERROTAS 61 17 20 24
E em 2020, qual a situação?
Dal Farra manteve o técnico Roberto Cavalo na equipe. Neste ano, foram 10 jogos, com três vitórias, quatro empates e três derrotas, aproveitamento de 43%.
Desde que Dal Farra assumiu a presidência do clube, o melhor ano foi em 2016, quando Roberto Cavalo comandou 61 jogos e teve um aproveitamento de 49%.
Confira o aproveitamento do Criciúma nos últimos anos:
2015: 41% de aproveitamento
2016: 49% de aproveitamento
2017: 44% de aproveitamento
2018: 43% de aproveitamento
2019: 41% de aproveitamento
2020: 49% de aproveitamento (10 jogos)
O Criciúma disputou a Série B do Campeonato Brasileiro por cinco anos e o melhor aproveitamento foi com Roberto Cavalo em 2016, quando ele permaneceu durante toda a temporada no clube. Confira os números:
2015: 12º lugar com 49 pontos
2016: 8º lugar com 56 pontos
2017: 13º lugar com 48 pontos
2018: 14º lugar com 47 pontos
2019: 19º lugar com 39 pontos
Diretor executivo de futebol: uma função e muitos profissionais
2015: Emerson Almeida;
2016: Paulo Roberto Pelaipe;
2017: Gabriel Skinner, Edson Gaúcho, Newton Drummond;
2018: Newton Drummond, Nei Pandolfo;
2019: Nei Pandolfo, Ricardo Rocha, João Maringá;
2020: Evandro Guimarães.
Jogadores que atuaram nos últimos anos
2015: 56 atletas
2016: 50 atletas
2017: 48 atletas
2018: 47 atletas
2019: 41 atletas
2020: 27 atletas
Protestos
Nos últimos anos, o presidente do clube precisou lidar com os resultados negativos dentro de campo e também com seu rosto espalhado em outdoors por toda a região Sul de Santa Catarina. O pedido da torcida era apenas um: “Fora Dal Farra”.

Além dos outdoors, Dal Farra também conviveu durante diversas temporadas com os cânticos contra sua gestão durante os jogos no estádio Heriberto Hülse. Tudo isso e os resultados ruins fizeram que o mandatário do clube renunciasse. Ele concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Thiago Hockmüller e falou sobre suas frustrações, desejos e até citou três nomes que indicaria para comandar o clube carvoeiro.
“Eu dei 24 horas por dia para fazer o melhor pelo clube, fiz tudo, dei tudo pelo Criciúma e não consegui no futebol. No resto, o Criciúma está equilibrado e organizado. Chorei ontem (quarta-feira), hoje (quinta-feira) chorei o dia inteiro. Tenho amor ao Criciúma, fiz tudo, botei dinheiro, dei a minha vida, tudo o que eu podia e não consegui. Por isso vou deixar que alguém venha agora. Sou torcedor fanático para aguentar cinco anos como aguentei, com a torcida me destratando o tempo inteiro. Então entrego o clube em dezembro para a torcida, para os sócios, para o conselho, para todos”, ponderou.
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Nesta sexta-feira, dia 15, o presidente do Conselho Deliberativo do Criciúma, Carlos Henrique Alamini irá conceder uma entrevista coletiva a respeito da saída do Dal Farra.







