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Lixo deixado

Lixo deixado na BR-101 gera problemas ambientais, estruturais e riscos aos motoristas

Por Redação Engeplus - jornalismo@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Lixo deixado na BR-101 gera problemas ambientais, estruturais e riscos aos motoristas
Foto: Fotos: Muriel Albonico

Restos de pneus, garrafas plásticas, sacolas, latas de alumínio e uma infinidade de rejeitos abandonados diariamente na BR-101 gera problemas ambientais e estruturais para a rodovia, além de riscos aos motoristas. E diariamente também são retirados das sarjetas, caixas de coleta e saídas do sistema de drenagem pluvial. Para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), isso é reflexo da falta de conscientização ecológica por muitos usuários e comunidade vizinha à rodovia.

O primeiro impacto causado pelo lixo deixado na rodovia é visual, afirma o supervisor da Unidade Local do Dnit em Tubarão, engenheiro Avani Aguiar de Sá. A maioria dos resíduos lançados na rodovia são sólidos. Além do problema estrutural e logístico, o lixo deixado na rodovia é campo aberto para proliferação de mosquitos da dengue, na água depositada pela chuva nos pneus. Com a facilidade de procriação do mosquito em ambiente oferecido pelos pneus descartados, a questão torna-se um problema de saúde publica.

Já o lixo orgânico, como restos de comida, deixados em sacos plásticos, são prejudiciais aos animais que vivem nas áreas vizinhas da rodovia. Ao procurar alimentos nos acúmulos de lixo depositados próximos da pista, muitos animais acabam ingerindo objetos plásticos, levando a morte por sufocamento.

Às margens da pista, o lixo dificulta oescoamento da água da chuva, os bueiros transbordam e causam estragos no aterro da rodovia. Assim como nas sarjetas de escoamento na rodovia. “A maioria do lixo deixado pelos usuários é reciclável. A questão ambiental deve ser tratada desde a família e passando pela escola. A conscientização ambiental, de não jogar lixo na rua, começa em casa. A lei para punir quem suja o espaço público existe e precisa ser posta em prática”, afirma o engenheiro ambiental Jonatan Piazzoli, do consórcio supervisor de obras da BR-101 Sul em Araranguá.

O tempo que cada composto demora a se decompor:
Papel: de três a seis meses
Jornal: seis meses
Palito de madeira: seis meses
Filtro de cigarro: 20 meses
Nylon: mais de 30 anos
Chicletes: cinco anos
Pedaços de pano: seis meses a um ano
Fralda descartável comum: 450 anos
Lata e copos de plástico: 50 anos
Lata de aço: dez anos
Tampas de garrafa: 150 anos
Isopor: oito anos
Plástico: 100 anos
Garrafa plástica: 400 anos
Pneus: 600 anos
Vidro: quatro mil anos

Colaboração: Muriel Ricardo Albonico/Comunicação Dnit

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