Mais de 30 mil pessoas na Festa das Etnias
Com 21 anos de história, a festa que começou no calçadão da Nereu Ramos com ar de quermesse ganhou espaço e dimensão sem perder as características originais. Variados tipos de comidas regionais, preços para todos os bolsos, aliados à diversidade cultural.
Esses ingredientes reunidos fazem com que a cada ano a Festa das Etnias atraia um público maior. Até a noite de ontem, cerca de 30 mil pessoas já haviam passado pelo Pavilhão de Exposições José Ijair Conti, segundo organizadores.
No restaurante da etnia alemã, o joelho de porco e o marreco recheado seguem como os favoritos. Somente no almoço de domingo foram vendidas 800 refeições. Em dias de grande movimento como esse, são assados 80 marrecos para que não falte a iguaria no prato dos seus apreciadores.
“Optamos pela qualidade e estamos satisfeitos com o movimento em nosso restaurante”, afirma o tesoureiro Délcio Nurenberg. Em relação às outras edições, ele ressalta a organização como ponto forte do evento. O preço da comida na etnia é de R$ 25 o quilo.
Para Arlindo Milack, presidente da etnia polonesa, o festival de danças folclóricas, realizado sábado e domingo, foi o grande diferencial desse ano. “Quem perdeu acabou se arrependendo de não ter vindo em função dos comentários positivos daqueles que tiveram a oportunidade de apreciar”, conta.
O movimento no restaurante da etnia polonesa também satisfaz o organizador. Impossível passar pelo local e não degustar o pirogue frito e ao molho. O quilo no local custa R$ 23,90.
Os mais diversos tipos da autêntica paella podem ser saboreados no restaurante da etnia espanhola por R$ 24,90 o quilo. A novidade desse ano é a de chocolate que será servida na sexta e sábado. “A festa superou nossa expectativa de público. Mais de 30 mil pessoas já passaram pelo pavilhão”, ressalta Júlio Lopes, representante do grupo e um dos organizadores do Festival de Danças Folclóricas.
"Na edição deste ano, o festival foi realizado durante dois dias, mas deve ser ampliado para três na festa de 2010, tamanho o sucesso", antecipa Lopes. O maior movimento no restaurante espanhol foi registrado no sábado quando foram atendidas mil pessoas.
Zuleide Fraga da Rosa, da etnia negra, acredita que o movimento poderia ser melhor, não fossem as fortes chuvas que castigaram o sul nesse início de mês e a gripe A, antecedendo os preparativos. “Desde que começou a ser realizada aqui, posso considerar como o ano com menor público”, reclama Zuleide. A R$ 12 e R$ 15 por pessoa, pode-se apreciar iguarias como o vatapá, bobó de camarão e a feijoada, entre outros.
Os espaços gastronômicos das etnias árabe, portuguesa e italiana seguem também movimentados. No restaurante dos italianos, os carros-chefes são as lasanhas e as massas variadas. Já no restaurante português, o caldo verde e os pratos com peixes são os preferidos.
No quiosque da etnia árabe, a procura maior é pelos quibes cru e frito, chegando ao ponto de faltar na noite de ontem. Para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ir ao Pavilhão de Exposições, fica o aviso: a festa termina neste sábado.








