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Criciúma

Mau cheiro e problemas trabalhistas motivam protesto em abate de aves

Empresa estaria atuando em condições precárias, conforme relato de funcionários

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Foto: Ulisses Job/Portal Engeplus

Moradores da região do Morro Albino, no bairro Verdinho, e funcionários de um abate de aves se manifestam nesse momento em frente à empresa localizada às margens da rodovia Jorge Lacerda, em Criciúma. A reivindicação dos manifestantes é contra demissões de funcionários, precariedade nas condições de trabalho e o mau cheiro emitido pela fábrica.

O vereador, Ademir Honorato, esteve no local e deve levar a reivindicação para a Câmara de Vereadores. "Já faz mais de dois anos que estou acompanhando eles aqui. O mau cheiro é insuportável. Faz uns vinte dias que estava marcado para a comunidade vim hoje fazer uma visita e coincidiu com esse movimento das demissões, que não é o nosso caso. Nosso negócio é levar a comunidade para expressar e mostrar o problema que está acarretando danos para a saúde familiar", disse o vereador para a reportagem do Portal Engeplus.

O morador Valmor Marioti reclamou do mau cheiro exalado pelas chaminés da empresa. "Sentimos de tudo... catinga de galinha podre, e a fumaça com esse cheiro fica direto dentro de casa. A gente reclama, reclama e nada fazem", lamentou.

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Demissão e problemas trabalhistas

Na outra frente de protestos estão os trabalhadores. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Criciúma e Região (SINTIACR), Jeovânio Eler, quase 70 trabalhadores foram demitidos e ainda não receberam salários atrasados.

Também existe aproximadamente 15 trabalhadores demitidos anteriormente e que não receberam as verbas rescisórias. "Na segunda-feira a empresa procurou o sindicato para pagar 50% (dos vencimentos atrasados) na sexta-feira, só que repassou 20%. A gerente disse que ia reduzir o turno a partir de hoje e demitiram 69 funcionários por telefone e não fizeram o pagamento. O Fundo de Garantia já está a dois anos sem ser pago para nenhum trabalhador. De rescisão deve ter umas 15, 16 (em aberto), que eles demitem e não acertam", explicou.

A informação repassada para a reportagem é que os trabalhadores seguirão no local até que a empresa emita uma posição para solucionar o problema trabalhista.

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