Mineiros da Carbonífera Criciúma realizam ato silencioso no Parque das Nações

Em referência ao Dia do Trabalhador celebrado nesta segunda-feira, dia 1º, os mineiros demitidos da Carbonífera Criciúma e seus familiares realizaram um ato silencioso no Parque das Nações. A iniciativa foi articulada para ressaltar a demissão e o não pagamento dos direitos trabalhistas dos mais de 700 mineiros que atuavam na carbonífera.
“O caso se arrasta há dois anos e nenhum trabalhador recebeu ainda os seus direitos. Fomos demitidos e não ganhamos um real. No movimento desta manhã estão presentes os familiares dos mineiros, pois quando um trabalhador perde o seu local de trabalho toda a família é afetada”, comenta o presidente do Sindicato dos Mineiros de Forquilhinha, Fernando Nunes.
Ações correm na justiça, mas até o momento nenhum valor foi quitado. “Um empresário ainda nos disse que não iria recorrer das nossas ações, pois queria que nós recebêssemos, mas chegou no fim do ano e ele recorreu”, lembra.
Segundo o presidente, a justiça não aceitou o pedido da Carbonífera Criciúma de recuperação judicial e dois leilões de dois terrenos foram realizados. O valor de aproximadamente R$ 3 milhões seria utilizado para o pagamento dos funcionários. “Mas houve um novo recurso por Florianópolis e os leilões foram embargados”, comenta.
Com o embargo, os mineiros continuam sem receber nenhuma quantia. Dos 700 desempregados há dois anos, a maioria já conseguiu se recolocar no mercado de trabalho, alguns estão trabalhando em outras minas, mas há uma média de 80 trabalhadores que continuam sem emprego.









