Mobilização de motoristas e cobradores completa uma semana
Categoria reivindica aumento salarial. Usuários do transporte público sentem as consequências da greve

Há uma semana os usuários do transporte coletivo urbano de Criciúma sentem as consequências da mobilização dos motoristas e cobradores. A categoria reivindica aumento salarial de 15%, extinção do banco de horas, aumento no vale-alimentação para R$ 350, além de nenhuma demissão de funcionário por conta da greve. Na última segunda-feira, dia 2, a categoria realizou uma manifestação no Terminal Central e seguiu em direção ao Palácio do Estado, onde se concentra a Justiça do Trabalho. Depois disto, os profissionais retornaram ao terminal, onde pararam a circulação dos ônibus e os usuários sentiram as primeiras consequências da greve.
Na terça-feira, dia 3, Criciúma já amanheceu sem ônibus e os profissionais montaram um piquete na frente da garagem da empresa Expresso Coletivo Forquilhinha, no bairro Pinheirinho, e na frente da empresa Critur, no bairro Próspera. À tarde, o movimento ganhou força. No Terminal Rodoviário, as linhas intermunicipais também foram paralisadas.
Somente os veículos que fazem as linhas interestaduais saíram da rodoviária, pois a greve e possíveis negociações compreendem apenas os trabalhadores da Associação de Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Na quinta-feira, dia 4, o município amanheceu pelo segundo dia sem ônibus e as negociações não avançaram, assim como na quinta-feira, dia 5, quando uma liminar estabeleceu que uma frota mínima circulasse pela cidade.
Os ônibus retornaram na última sexta-feira, dia 6, com 50% da frota nos horários de pico. Também na sexta-feira, alguns veículos foram apedrejados. No período da noite uma reunião na sede do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT/SC) não teve acerto. Outra reunião acontecerá nesta segunda-feira, às 14 horas, em Florianópolis. Neste fim de semana e nesta segunda-feira, a frota mínima permanece nos três terminais de Criciúma.







