Moção de apelo por retirada do tarifaço de Trump de 50% ao mel catarinense é aprovada na Alesc
A moção será entregue a quatro ministros do governo brasileiros

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou nesta terça-feira, dia 12, a moção de apelo proposta pelo deputado Padre Pedro Baldissera (PT), propondo a exclusão do mel catarinense do tarifaço de 50%, imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
A moção será entregue aos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, Geraldo Alckmin, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
A exportação do mel é um dos principais fatores que fazem com que a apicultura catarinense seja geradora de renda para inúmeras famílias catarinenses. “A apicultura e a meliponicultura (cultura das abelhas sem ferrão) representam não somente uma importante atividade econômica para os pequenos agricultores de Santa Catarina, mas também uma estratégia fundamental para o meio ambiente, por sua relação direta com a preservação da biodiversidade, a polinização e o equilíbrio ecológico, especialmente em áreas de transição florestal e agrícola”, disse Padre Pedro.

O deputado ressaltou que a ação é um instrumento de pressão política. “É preciso também que todos tenham noção do absurdo que é esse tarifaço imposto ao Brasil por Donald Trump. Os EUA têm superávit comercial, ou seja, vendem mais do que compram. Isso torna nulo o argumento do presidente americano que, na realidade, quis fazer pressão política ao Brasil, ultrajando as instituições nacionais, para proteger Bolsonaro de crimes que já estão em fase final de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal”, finalizou Padre Pedro.
Pelo menos 80% do mel exportado catarinense são enviados para os EUA. “Santa Catarina que tem um dos produtos mais premiados do mundo e é um dos estados que mais produz mel no Brasil, que exporta para o mundo inteiro, com certeza terá um impacto econômico muito grande. O mercado interno não absorve todo o mel produzido no Brasil”, explicou Padre Pedro.
Colaboração: Agência AL.





