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Moradores do bairro Linha Batista colocam fogo em pneus e interditam rodovia

Por Douglas Saviato - douglas.saviato@engeplus.com.br

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Moradores do bairro Linha Batista colocam fogo em pneus e interditam rodovia
Foto: Fotos: Ana Paula Cardoso

Atualização de matéria às 14h18min / Moradores do bairro Linha Batista, em Criciúma, colocaram fogo em pneus e interromperam o trafego de veículos na rodovia Pedro Manoel Pereira por volta das 10 horas da manhã desta quinta-feira. O protesto é contra os tráfego intenso de caminhões, que há quatro meses transitam na via e, conforme os moradores, estão causando consequências na estrada, bem como nas residências, que começam a apresentar rachaduras. “Além disso, estamos chamando atenção para a falta de segurança, pois os caminhoneiros não respeitam as placas e os limites de velocidade ao longo da via”, frisa o morador, há 30 anos no local, Marcelo Carvalho.

Em contrapartida, os caminhoneiros estão preocupados, pois precisam trabalhar e estão sendo impedidos pelos moradores. “Necessitamos do trabalho e estamos aqui parados, temos famílias para sustentar”, destaca o caminhoneiro Wagner Studzinski. Segundo Carvalho, cerca de 80 caminhões por hora transitam pela rodovia. “Cada caminhão transporta mais de dez toneladas, número que é permitido na via. Na esquina com a rodovia Leonardo Bialeski, havia sinalização, a qual indicava que era permitido veículos com no máximo dez toneladas, mas a sinalização foi removida do local”, comenta.

Carvalho lembra que na via possui um colégio e os pais estão com receio de deixar os filhos irem para a escola sozinhos. “A falta de respeito e segurança é enorme”, salienta Pedro Strachoski, outro morador. Segundo ele, acidentes na via, estão sendo registrados com muita frequência. No último mês, um adolescente de 15 anos morreu no cruzamento das rodovias Leonardo Bialeski com a Pedro Manoel Pereira. Na ocorrência, uma colisão entre um caminhão e uma motocicleta resultou na morte do adolescente, que era morador do bairro.

Segundo Studzinski, desde o dia do acidente, os caminhões não passaram mais pela via. “Respeitamos o incidente, com isso ficamos parados até ontem, quando voltamos a trabalhar e já fomos mal recebidos”, conta o caminhoneiro. De acordo com outro caminhoneiro, Reinaldo Henrique, os profissionais ganham por frete e a maioria dos caminhões é particular. “Se não descarregamos o caminhão não recebemos. Temos famílias, contas para pagar e tudo isso é prejuízo para nós”, pontua.

Com o protesto, os moradores querem diálogo com a Autarquia de Segurança, Trânsito e Transportes de Criciúma (ASTC). “Queremos, junto com os caminhoneiros, achar uma solução deste problema, que está preocupando a comunidade”, comenta o morador Marcelo Carvalho. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar fogo, mas a estrada continuou interditada. A Polícia Militar de Criciúma esteve no local para manter a ordem do protesto.

Em reunião ainda nesta manhã, ficou definido um desvio na Linha Batista, dentro de uma properiedade particular, para que os caminhões parem de trafegar na rua em questão e evitar transtornos aos moradores, explicou o Sargento Lincon, da Polícia Militar de Criciúma. Nesta tarde, reúnem-se na ASTC representantes dos caminhoneiros e da comunidade.

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