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Moradores querem

Moradores querem melhorias no trânsito para acabar com acidentes em área central

Por Douglas Saviato - douglas.saviato@engeplus.com.br

4 min de leitura

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Moradores querem melhorias no trânsito para acabar com acidentes em área central
Foto: Fotos: Douglas Saviato

Os moradores residentes próximo do cruzamento das ruas Abílio Paulo com a rua José de Patta (perto do Corpo de Bombeiros), em Criciúma, reclamam dos constantes acidentes presenciados no local. Por falta de educação no trânsito, alta velocidade e imprudência são os fatores responsáveis pelos acidentes rotineiros. Conforme o morador Silvio Serafim, no local havia uma lombada eletrônica, mas o equipamento foi retirado.

“Não sei até hoje por que o aparelho foi retirado. Teve um domingo que aconteceram três acidentes no cruzamento. Em um dos casos, o carro foi parar na calçada de um edifício. No período de uma semana acontece pelo menos três acidentes. Nessa segunda-feira, vi duas colisões”, salienta o morador. Serafim acrescenta que muitos motoristas transitam nas vias pela contramão. “Isso não é feito de madrugada, mas sim em pleno dia”, comenta.

O morador do edifício no qual o carro avançou a calçada confirma o alto número de acidentes. “Os motoristas vêm com muita velocidade pela Abílio Paulo e quem vem pela José de Patta acaba não respeitando a sinalização, o que resulta nos acidentes”, explica Paulo Bousfleld. Conforme a moradora Letícia Mezzari, toda semana são três ou quatro acidentes.

“Seria necessário instalar uma sinaleira nesse cruzamento, é muito acidente em um período muito curto de tempo”, pontua Letícia, que mora no local há 14 anos. Já o morador Ademir Viscarde acredita que no local seria interessante a construção de uma rótula. “Já amenizaria um pouco do problema do cruzamento", opina. "E se na hora do acidente tivesse alguém sentado na calçada?”, indaga o morador.

Conforme a engenheira civil da Autarquia de Segurança, Trânsito e Transportes (ASTC), Caroline Zanette, a lombada eletrônica foi colocada na rua no fim do governo do prefeito Anderlei Antonelli, e no início do governo de Clésio Salvaro ela foi retirada. “Foi verificado que não se tinha muita necessidade do equipamento, não havia muitas multas referentes à lombada. No local também foram colocados tachões e sinalizações para orientar os motoristas”, explica Caroline.

A velocidade máxima na rua Abílio Paulo é de 40 quilômetros por hora, limite que os motoristas acabam não respeitando. “Os moradores podem reclamar no 156 ou pelo telefone 3462-3800 falando com o atendimento, que vamos ao local verificar e realizar um estudo da necessidade da colocação de mais sinalização”, garante a engenheira.

De acordo com o gerente de transporte e trânsito da ASTC, Thiago Fagundes, a falta de educação no trânsito, aliada à alta velocidade, bem como o desrespeito das sinalizações, são os grandes fatores que levam às colisões. “Atenção é fundamental, mas a população pode reivindicar melhorias para as vias como mais sinalizações”. Os moradores podem levar ao setor de engenharia um pedido de lombada, tachões ou qualquer outro tipo de melhoria, que ela será avaliada.

Fique por dentro - Conforme a Lei 9.503/97 Código de Trânsito Brasileiro, Capítulo V do cidadão e como está prescrito no artigo 72, todo cidadão ou entidade civil tem o direito e solicitar, por escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e outros assuntos pertinentes a este Código.

No artigo 73, está escrito que os órgãos ou entidades pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito têm o dever de analisar as solicitações e responder, por escrito, dentro de prazos mínimos, sobre a possibilidade ou não de atendimento, esclarecendo ou justificando a análise efetuada, e, se pertinente, informando ao solicitante quando tal evento ocorrerá.

Na falta de sinalização, o artigo 90 relata que não serão aplicadas as sanções previstas neste Código por inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta.Segundo o parágrafo 1º, o órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via é responsável pela implantação da sinalização, respondendo pela sua falta, insuficiência ou incorreta colocação.

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