Movimento Somos Todos Mirella faz manifestação na Câmara de Vereadores
Nome do Case de Criciúma poderá levar nome de médica, em forma de homenagem

Comunidade em geral, familiares, médicos e amigos da médica que foi morta no último dia 27 de abril, Mirella Maccarini Peruchi estiveram na noite dessa segunda-feira na Câmara de Vereadores de Criciúma fazendo uma manifestação e pedindo mais segurança na cidade.
“O sentimento é que a sociedade criciumense falhou. Nossos olhares têm que estar voltado para a cidade, nossa rua, nosso bairro. Tem que acontecer tragédia para ocorrer reunião de emergência. Tinha vergonha do meu país e agora tenho vergonha de ser criciumense. Carecemos de bons exemplos”, disse o irmão da médica, Fabian Maccarini Peruchi.
O pai da jovem morta, Amélio Peruchi, ressaltou que a escola da vida é a melhor que existe. “Não é só os políticos culpados, nós também temos nossa parcela de culpa”, comentou. “Os direitos humanos são para os bandidos e não para nós, pessoas do bem. O tempo não vai curar essa ferida. Dia 7 de setembro percorreremos o caminho de Santiago levando as cinzas da Mirella”, acrescentou o pai.
Jaime Lin, o esposo da médica, lembrou a história do casal e a luta para tornarem-se médicos. “Trabalhamos arduamente, e o único resultado foi o abandono da cidade, onde as leis são criadas com descaso, que favorecem os criminosos. Leis que nunca são cumpridas. Esses sujeitos foram presos mais de 11 vezes. Somos tratados como estatística e somos penalizados sendo presos em nossas casas”, enfatizou.
Vereador propõe nome de Mirella para o Case - O vereador Julio Colombo (PP) autor do requerimento para que o movimento Somos Todos Mirella também esteve na câmara e sugeriu que o nome do Case leve o nome de Mirella Maccarini Peruchi. “Em função desse momento marcante, uma singela homenagem. É muito pouco, mas é emblemático”, disse.
Colaboração: Daniela Savi/Comunicação Câmara de Vereadores








