Municípios da AMREC estudam criação de 'muralha digital' com sistema integrado de câmeras
Proposta prevê uso de software único para câmeras instaladas pela região
Por Lucas Renan Domingos - lucas.domingos@engeplus.com.br
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Prefeituras da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) estudam a unificação do sistema de monitoramento por câmeras, conhecido como muralha digital. A proposta será tema de reunião entre os prefeitos e o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP), Flávio Graff, no dia 19 de março.
O tema é uma das propostas do prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, para o seu mandato como presidente da associação. O maior município da AMREC tem um escopo de Parceria Público-Privada (PPP) para projetos voltados ao conceito de cidade inteligente. Um deles é o chamado cercamento digital, com instalação de câmeras com inteligência artificial em ruas e avenidas usadas como entradas e saídas. A intenção do líder do Executivo criciumense é ampliar o debate para o âmbito regional.
“O cercamento digital, com uma câmera de reconhecimento facial, não vai resolver problema nenhum. Quando a gente fala em muralha digital, aí é diferente. Estamos falando de câmeras que identificam veículos que possuem pendências, que foram furtados ou roubados. Esse monitoramento interligado também reconhece pessoas com débitos com a Justiça e consegue acionar as forças de segurança”, disse o prefeito.
Além de Criciúma, outros municípios da Região Carbonífera avaliam a compra de sistemas de monitoramento. Um exemplo é Balneário Rincão. A prefeitura firmou um acordo com uma empresa prestadora do serviço e instalou câmeras em locais de acesso. A ferramenta será avaliada em um período de 40 dias. Após esse período, o município fará uma avaliação para verificar se lançará licitação para contratação definitiva dos equipamentos.
“Trabalhar de forma consorciada é uma ideia inteligente do presidente da AMREC. Com mais municípios integrados, reduzimos o custo de uso do sistema e ampliamos a segurança. A ideia é usar a mesma ferramenta já utilizada pela Polícia Militar e pela Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina. Dessa forma, todas as informações ficariam disponíveis em uma mesma plataforma. Em um roubo que acontece em Cocal do Sul, a pessoa pode ser identificada em Balneário Rincão”, salientou Luiz Laurindo, prefeito de Balneário Rincão.
Para Espindola, a unificação do sistema vai tornar as licitações para compra de câmeras mais assertivas, tendo em vista que nem todos os equipamentos são compatíveis com a ferramenta. “O mesmo cidadão que entra na cidade de Criciúma é o que entra em Içara, Morro da Fumaça e em todos os municípios. Embora a gente vá avançar com a nossa PPP, a questão da sistematização integrada com todas as forças de segurança é necessária para que os municípios tenham esse compartilhamento de informações”, frisou.



