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Forquilhinha e Nova Veneza

No combate ao mau cheiro, dois focos em evidência

Por Denis Luciano - denis.luciano@engeplus.com.br

2 min de leitura

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No combate ao mau cheiro, dois focos em evidência
Foto: Caio Marcelo / Divulgação

Santa Catarina não tem uma legislação efetiva contra o mau cheiro. “Diz a lei que emitir odores recorrentes fora dos padrões é passível de punição administrativa. A tolerância é subjetiva”, observa o gerente regional da Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), Filipe Barchinski. Ainda assim, a batalha é constante. “Estamos agora empenhados em Forquilhinha e em Nova Veneza”, conta. Ocorre que de pontos desses dois municípios vem os casos mais problemáticos atualmente envolvendo cheiro ruim que incomoda a população.

Em Forquilhinha, o odor está no Centro, é freqüente e vem da unidade da JBS. “São muitas reclamações. Estamos em fase de renovação da licença ambiental mas há problemas que a empresa não resolveu”, confirma Barchinski. “Em breve teremos novidades. Mas está insuportável. É um cheiro pior que o sentido na unidade do bairro São Luiz, em Criciúma. É mais podre e está no meio da cidade”, relata o gerente.

De Nova Veneza, a reivindicação está na comunidade de Vila Seca, em São Bonifácio. Uma empresa de compostagem com dois núcleos é alvo de constantes protestos dos moradores por conta do forte odor. “Fizemos quatro vistorias lá, a última foi ontem, e confirmamos que o cheiro é muito ruim mesmo”, diz o gerente da Fatma. Não está descartada a hipótese de suspensão da licença e das atividades da empresa. “Embargar por completo é drástico, mas é possível sim uma suspensão, estamos avaliando”, informa. Ele lembra, porém, que investimentos já foram feitos. “É uma atividade que está com licença ambiental, mas isso não dá direito de operar de qualquer forma. É preciso tempo hábil para o investimento surtir efeito. A Fatma está atenta e vamos tomar providências”, assegura.

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A situação da unidade da JBS de Criciúma é considerada superada. “Não temos mais recebido reclamações, renovamos a licença ambiental faz trinta dias e eles aplicaram R$ 1,5 milhão em um novo lavador de gases”, refere Barchinski, sobre a fábrica de rações do bairro São Luiz.

No combate ao mau cheiro, dois focos em evidência — foto 1
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