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Martelo batido

Noi Coral desiste de renunciar a presidência da Amrec: 'Seria uma covardia sair nesta situação'

Prefeito de Morro da Fumaça ameaçou deixar o cargo após impasse no CIS-Amrec

Por Redação Engeplus -

3 min de leitura

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Noi Coral desiste de renunciar a presidência da Amrec: 'Seria uma covardia sair nesta situação'
Foto: Divulgação/Arquivo/Amrec

A impasse envolvendo prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) que fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Amrec (CIS-Amrec) também teve reflexos diretos na associação. O presidente da Amrec e prefeito de Morro da Fumaça, Agenor Coral, o Noi Coral, chegou a ameaçar uma renúncia da presidência. Após a decisão do presidente do CIS-Amrec, Jorge Koch, de manter o diretor do consórcio Noi Coral garantiu que vai permanecer na sua função na associação.

Ocorre que o desacordo passou por decisões tomadas pelo prefeito de Morro da Fumaça. Quando se tornou presidente da Amrec, Noi Coral, substituiu a diretoria executiva da entidade. Demitiu Nelson Silva do cargo e contratou Clédio Fachin, por querer uma pessoa de sua confiança na função. Seis dos 12 prefeitos da Amrec pediram, então, que o prefeito de Morro da Fumaça colocasse Silva na diretoria do CIS-Amrec. Como não possui gerência sobre o consórcio, Noi Coral alegou que não poderia fazer a substituição, gerando um desentendimento.

A possível renúncia do prefeito de Morro da Fumaça da presidência da associação chegou a estar em encaminhada. O embasamento para a decisão era de que a Amrec seria inviabilizada financeiramente, já que, por quererem a troca do diretor do CIS-Amrec, Roque Salvan, os prefeitos de Criciúma, Forquilhinha, Cocal do Sul, Nova Veneza e Siderópolis pararam de pagar a mensalidade da associação. Desta forma, a Amrec arrecadaria menos da metade dos R$ 133 mil que possui de receita mensal, vindos dos repasses feitos pelos municípios associados.

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“Quando pensei na renúncia, um acreditava que os cinco prefeitos voltassem para a Amrec. Eu pensei na associação para evitar o possível fechamento dela. Só que conversei com alguns prefeitos dissidentes e mesmo se eu saísse eles não voltariam a contribuir com a associação. Então, sair da presidência nesta situação, seria uma covardia minha”, disse Noi Coral.

Ele garantiu que vai continuar no cargo e que, junto com outros sete prefeitos que seguem contribuindo financeiramente com a Amrec vai buscar uma solução para a manutenção da associação. “Eu decidi que vou permanecer e vou buscar com os outros seis prefeitos que seguem pagando as mensalidades uma solução para evitar o fechamento da associação. Acredito que vamos conseguir”, afirmou.

A Amrec foi fundada em 25 de abril de 1983 com sete municípios: Criciúma, Içara, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Siderópolis e Urussanga. Depois, os municípios de Forquilhinha, Cocal do Sul e Treviso passaram a fazer parte da associação. Em 18 de maio de 2004, a entidade oficializou a sua 11ª cidade integrante, com a entrada de Orleans e, no dia 9 de abril de 2013, o município de Balneário Rincão passou a integrar oficialmente a Amrec. Atualmente, a associação conta com 12 municípios e tem uma população superior a 460 mil habitantes.

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