Número de homicídios na região Sul deve bater recorde neste ano
Neste final de semana, dois homicídios foram registrados em Criciúma. No sábado, um homem de 26 anos foi morto no bairro Jardim União. O segundo homicídio em menos de 24 horas aconteceu no bairro Brasília, na região da Próspera, quando um adolescente de 16 anos sofreu quatro disparos de arma de fogo a queima roupa. Com essas duas mortes, o número de homicídios em Criciúma neste ano já se iguala ao ano passado inteiro, mas ainda faltam cinco meses para o término de 2012.
Conforme o Policial Civil e perito do Instituto Médico Legal (IML), Almir Fernandes, no primeiro semestre deste ano foram contabilizados 29 homicídios em Criciúma. Na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), esse número sobe para 34 mortes. “Com os dois registros do fim de semana, o número subiu para 31 homicídios em Criciúma até julho deste ano, o que representa o mesmo número de homicídios registrados nos 12 meses de 2012”, compara.
Segundo o Delegado Regional, Jorge Koch, o número deve aumentar até o fim do ano. “Já estamos com o mesmo número do ano passado, com certeza o número de homicídios deve crescer. O nosso trabalho vai continuar para identificar os autores desses crimes e que eles paguem pelos atos cometidos”, pontua.
De acordo com o delegado, os delitos estão ligados diretamente às drogas. “O crack é o maior causador desses crimes. Os jovens, por causa da compra da droga, acabam devendo aos traficantes, os quais eliminam essas pessoas. O homicídio serve como um aviso para os outros usuários, pois quem compra tem que pagar”, explica. “A polícia vem fazendo todos os esforços para identificar esses traficantes e também com a chegada de mais policias civis o monitoramento deverá ser reforçado”.
Números que não são revelados - De acordo com o perito do IML, um dado que não é divulgado são as tentativas de homicídios. “Foram mais de 50 tentativas de homicídio somente no primeiro semestre deste ano. Se as tentativas fossem consumadas, o número de mortes seria muito maior”, alerta. “Isso que só foram contabilizadas aquelas pessoas que tiveram intervenção cirúrgica, ou seja, aquelas que corriam risco de vida. São dados que ninguém divulga”, revela Fernandes. A maioria dos crimes costuma ser registrada nos bairros periféricos de Criciúma, como o Tereza Cristina, Pinheirinho, Renascer e Cristo Redentor.







