Portal Engeplus, 20 anos
Publicidade
PublicidadePublicidadePublicidadePublicidade
Economia

O que levou o preço médio dos combustíveis a baixar em tempos de pandemia de coronavírus no Brasil?

Preço da gasolina nas refinarias reduziu para R$0,91 nesta quinta-feira

Por Jessica Rosso - jessica.rosso@engeplus.com.br

3 min de leitura

Compartilhar:
O que levou o preço médio dos combustíveis a baixar em tempos de pandemia de coronavírus no Brasil?
Foto: Divulgação

Na manhã desta quinta-feira, dia 23, o presidente Jair Bolsonaro publicou em sua rede social o preço dos combustíveis de hoje nas refinarias: a gasolina baixou para R$0,91, enquanto o Diesel reduziu o valor para R$1,45. Mas em vários postos de Santa Catarina o preço final é muito superior ao preço das refinarias. Nesta manhã, dois motoristas da região de Siderópolis, que foram até Blumenau, encontraram durante o trajeto o menor preço de gasolina por R$ 3,37 o litro.

Um posto localizado às margens da SC-445, que liga Criciúma e Siderópolis, no bairro Vila São Jorge, o preço da gasolina é de R$3,63 para inscritos no aplicativo. A resposta para essa diferença também está na postagem do presidente que explica que o preço final é a soma de ICMS, CIDE, PIS/PASEP, Cofins, custo de transporte, lucro dos postos e lucro das distribuidoras. Mesmo assim o valor final ainda é menor do que divulgavam os postos antes da pandemia, e o preço vinha aumentando nos últimos tempos para o consumidor. Nesse caso a questão é: o que levou o preço da gasolina a baixar em tempos de pandemia de coronavírus no Brasil?

Para o proprietário de um posto de gasolina, que fica localizado na rua Joaquim Nabuco, em Criciúma, Luiz Orlando Simon, a resposta é simples. "Com a baixa do preço do barril do petróleo o Governo reduziu o preço nas refinarias. Logicamente refletiu aqui embaixo", disse.

Publicidade

Questionado sobre a diminuição do movimento de veículos por conta da quarentena ele revelou que também influenciou no preço. "Também, lógico que como tem poucos veículos, principalmente por conta do começo, quando isolou tudo, como não vendia nada a oferta do petróleo aumentou, e o preço baixou e automaticamente o preço reduziu na companhia", avaliou. Simon afirmou que o faturamento do seu estabelecimento chegou a 20% do que era vendido antes da pandemia. "Nos primeiros dez dias vendia no máximo 20% do faturamento", explicou.

Segundo o bancário, formado em Ciências Econômicas Henrique Tancredo, devido o coronavírus houve uma redução na demanda de produtos em gerais, tanto no petróleo quanto nos setores elétricos.

"Isso fez com que ocorresse um desequilíbrio no mercado atual". Houve uma ruptura da demanda , uma vez que caiu bastante, ressaltou Tancredo, "cerca de 20% só da China, que é o maior importador na parte da demanda de petróleo, e isso fez com que fosse necessário ajustar a produção, porque se não ajustar, necessariamente é preciso baixar muito o preço para incentivar as pessoas a comprar o produto, só que para evitar ter essa queda no preço é reduzido a produção de acordo com a demanda", explicou Tancredo. Além disso, o profissional relembrou que a decisão da Rússia em não reduzir a produção afetou o Brasil. A nova redução nos preços médios dos combustíveis vendidos nas refinarias havia sido anunciada na última segunda-feira, dia 20.

Compartilhar:
Receba as notícias de Criciúma e região no WhatsAppAs principais do dia, direto no seu celular. Grátis.Entrar no grupoLeia a seguirApós chegada do coronavírus, demanda doméstica por voos caiu 32,9% em março