O risco de Criciúma ficar fora dos JASC

Criciúma corre sério risco de não disputar pela primeira vez na história os Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC). Lages sediará as competições de 3 a 11 de novembro e a Fundação Municipal de Esportes (FME) segue sob os efeitos do corte de gastos e de bolsas de estudo que fizeram o município perder grande parte das suas equipes adultas.
“Quando houve aquele corte no começo do ano e a perda das bolsas de estudos para atletas não residentes em Criciúma sofremos muitas baixas, e estamos sob a orientação do prefeito Clésio Salvaro de não disputar os Jogos Abertos este ano”, reconhece o presidente da FME, Sandro Araújo.
Mas há esperanças de reversão do quadro. Ocorre que no sábado Criciúma encerrou em quinto lugar a campanha nos Joguinhos Abertos, em Caçador, e isso poderá remotivar o Executivo a rever o investimento. “Vamos ter reuniões essa semana e o assunto JASC vai aparecer. Ainda temos esperanças de recompor isso”, detalha o dirigente. “Temos atletas de Joguinhos que poderiam nos representar nos JASC”, argumenta.
Muitas equipes e atletas já tomaram o rumo de outras cidades. “Nosso ciclismo foi para Içara e disputou os Joguinhos por Joinville. Muita gente do nosso atletismo foi para Tubarão, e do futsal para Joinville e Itajaí. E há outros vários desfalques”, revela Araújo. Até o momento, somente o time que representa o Tiro de Criciúma vai aos JASC. “Mas vão por conta própria”, explica o presidente.
Araújo prevê uma volta à plenitude das modalidades adultas na FME em 2018. “Já que a nossa meta é receber os Jogos Abertos em 2019, já são candidatos também Tubarão e Indaial em conjunto com Timbó e Pomerode. Em 2018 a sede será Caçador”, conclui.



