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Ônibus do Criciúma colide em poste

Por Marcelo de Bona - marcelodebona@engeplus.com.br

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Foto: Fotos: Marcelo de Bona e Vanessa Amando

Atualização de matéria às 18h30min / O ônibus que transportava a delegação do time júnior do Criciúma colidiu em um poste quando retornava do Centro de Treinamento do bairro Cristo Redentor. O acidente aconteceu por volta das 16 horas desta segunda-feira, no cruzamento das ruas Almirante Barroso e Cecília Darós Casagrande, no bairro Comerciário, em Criciúma, próximo ao City Clube.

Apesar do forte impacto, que destruiu a frente do ônibus Tigrão III, o chamado Jumbinho, bem como o poste, nenhum dos cerca de 25 integrantes tricolores tiveram ferimentos. No momento do acidente, uma viatura da Polícia Militar passava pelo local.

"Vimos quando um carro prata, acredito que era um Fiesta ou um Corsa, conduzido por uma mulher, cortou a frente do ônibus. Na sequência, o veículo se evadiu do local", afirmou o soldado Vanderson, da PM. Isso é que também conta o motorista do ônibus, André Medeiros. "Só tive tempo de puxar o ônibus para o lado, foi muito rápido", relatou Medeiros.

O atleta Cassio Rocha Souza, de 19 anos, estava dentro do veículo no momento do acidente. Tanto ele, como os demais jogadores levaram um grande susto. "Nem houve tempo de reação para o motorista. Quando a gente viu, já havia batido no poste. Depois, todo mundo ficou muito assustado. Os policiais falaram para não sairmos do ônibus porque tinha risco de descarga elétrica. Ficamos por uns 20 minutos lá dentro", contou o jovem atleta a caminho do estádio Heriberto Hülse, quando já havia saído do ônibus. Os jogadores foram a pé do local do acidente para o estádio.

"Graças aos policiais não houve uma tragédia, pois existia a possibilidade da rede ainda estar ligada", informou o engenheiro da Celesc, Cézar Furlanetto. "A energia na região será restabelecida nas próximas horas, somente um prédio, que teve um cabo subterrâneo rompido, poderá ficar mais tempo sem energia", avaliou Furlanetto.

Os moradores do Residencial Fontana Di Trevi, localizado exatamente ao lado de onde aconteceu o acidente, também ficaram bastante assustados. Filipe Mangrich, de 18 anos, mora no quarto andar do edifício e correu à janela para ver o que havia acontecido. "Ouvi um forte estouro e a primeira coisa que pensei é que um caminhão tinha batido no nosso prédio. Quando olhei pela janela ainda estavam saindo faíscas dos fios elétricos", destacou Mangrich.

"Os vizinhos de outros prédios gritavam 'não sai do ônibus, não sai do ônibus'. Moro no quinto andar e desci bem rápido para ver o que tinha acontecido. Algumas pessoas do meu prédio também já estavam descendo, todos pelas escadas porque não tinha energia para usar o elevador", lembrou Rodrigo Biff, de 19 anos, que também mora no Residencial Fontana Di Trevi.

Já Heloisa De Brida mora no sétimo andar do Edifício Santa Catarina, o qual fica cerca de 200 metros de distância do local do acidente. Mesmo assim, ela ouviu um barulho muito alto. "Parecia até um prédio caindo. O estouro foi muito alto, mas na hora não consegui saber de qual lado ele vinha, pensei até na Avenida Centenário", destacou Heloisa.

Neste momento, funcionários da Celesc trabalham na troca do poste e na recomposição dos fios danificados.

Colaboração: Vanessa Amando/Engeplus

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