Portal Engeplus, 20 anos
Publicidade
Publicidade
Dominus Urbis

Operação do MP cumpre mandados e bloqueia R$ 2,7 milhões em investigação anticorrupção em SC

Ação foi realizada em seis municípios catarinenses

Por Redação Engeplus

Atualizada 3 min de leitura

Compartilhar:
Ouça esta matériaVoz gerada por inteligência artificial
Operação do MP cumpre mandados e bloqueia R$ 2,7 milhões em investigação anticorrupção em SC
Foto: Divulgação | MPSC

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio ao Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) e à Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos (SUBJUR), deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 27, a Operação Dominus Urbis, destinada ao aprofundamento de investigação que apura a possível atuação de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, incluindo direcionamento de licitações, favorecimento indevido de empresas, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. 

As investigações apontam indícios da existência de um esquema envolvendo agentes públicos, empresários, familiares e pessoas interpostas, que teriam atuado de forma coordenada para favorecer empresas em contratações públicas e ocultar a movimentação de recursos por meio de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo investigado. 

Publicidade

Foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão requeridos pelo Ministério Público e expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em residências, empresas e órgãos públicos municipais localizados em Alfredo Wagner, Bocaina do Sul, Palhoça, Blumenau, Xaxim e Ilhota. Somente as prefeituras de Alfredo Wagner e Bocaina do Sul foram alvos da operação. A ação contou com o apoio do Batalhão de Aviação da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). 

Foto 1 de 5
Divulgação | MPSC

Também foram determinadas medidas de indisponibilidade de bens e valores de pessoas físicas e jurídicas investigadas, que ultrapassam R$ 2,7 milhões, com o objetivo de assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e garantir a efetividade da persecução penal. 

As investigações apuram a possível prática de crimes contra a Administração Pública, incluindo organização criminosa, corrupção, fraude à licitação, peculato, falsidade ideológica, prevaricação e lavagem de dinheiro. 

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, também foram lavrados autos de prisão em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito, além da apreensão de uma considerável quantia em espécie. Um dos investigados foi autuado em flagrante pelo crime de lavagem de capitais. As ocorrências foram registradas no decorrer das diligências realizadas pelas equipes envolvidas na operação. 

Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica para análise pericial. O processo tramita sob sigilo judicial, e novas informações poderão ser divulgadas oportunamente.

Operação Dominus Urbis

O nome "Dominus Urbis", expressão em latim que significa “Senhor da Cidade”, faz referência aos elementos reunidos durante a investigação, que apontam para a possível utilização da estrutura administrativa pública em benefício de interesses privados vinculados ao grupo investigado, bem como ao principal investigado, que, conforme registrado nos autos, teria demonstrado percepção de controle e influência sobre diversos setores da administração pública e das atividades econômicas locais. 

Compartilhar:
Receba as notícias de Criciúma e região no WhatsAppAs principais do dia, direto no seu celular. Grátis.Entrar no grupoLeia a seguirDoença de Newcastle tem foco confirmado em SC; medidas sanitárias são reforçadas