Operação 'Hera': Polícia Civil indicia quatro pessoas e conclui mais um inquérito
Inquérito apurava as condutas de um diretor da prefeitura, ex-vereador
Por Jessica Rosso Crepaldi - jessica.rosso@engeplus.com.br
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A Polícia Civil concluiu o quarto dos nove inquéritios instaurados após as investigações que culminaram na Operação Hera, deflagrada na última segunda-feira, dia 13, em Urussanga. Quatro pessoas foram indiciadas.
Este inquérito apurava as condutas de um diretor da prefeitura, que também é ex-vereador e foi afastado das funções e preso temporariamente na segunda-feira, dia 13 de dezembro. Além disso, foi alvo de busca e apreensão. Através do inquérito foram identificados pelo menos quatro crimes de advocacia administrativa.
"Teria intervido em favor de três empresários em órgãos da prefeitura, tendo afirmado que o fiscal da Fundação Ambiental do Município de Urussanga (Famu) deveria receber 'férias definitivas'. Também interveio para vacinar a própria sobrinha contra a Covid-19. Outro indiciamento foi por peculato, em concurso com outra pessoa. O investigado desviou luvas cirúrgicas em prol de uma pessoa conhecida. Também foi indiciado por frustração do caráter competitivo de licitação e associação criminosa junto com dois empresários", apontou o delegado Ulisses Gabriel.
Um novo inquérito será instaurado para apurar indícios de fraude em licitações, a origem de cheques apreendidos e também citações em uma agenda como 'caixinha do asfalto' e uma contabilidade que pode indicar 'rachadinha' de salário. A pena do peculato é de 2 a 12 anos multa, a da advocacia administrativa de 1 a 3 meses, a da frustração do caráter competitivo de licitação de 3 a 5 anos, e a de associação criminosa de 1 a 3 anos. O delegado informou ainda que uma série de documentos apreendidos estão sendo analisados.





