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Pais mobilizam esforços para que filhos permaneçam em escolas criciumenses

Secretaria de Educação teria recomendado que escolas não recebam alunos de outras cidades

Por Bárbara Barbosa - barbara.barbosa@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Pais mobilizam esforços para que filhos permaneçam em escolas criciumenses
Foto: Divulgação

Uma nova reunião entre diretores de escolas municipais e o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, pode definir o rumo das rematrículas de mais de 300 alunos que ainda não sabem onde vão estudar em 2019. As tratativas começaram após um comunicado repassado pela Secretaria de Educação de Criciúma. Conforme o aviso, estudantes que residem em outros municípios ou na rede estadual devem procurar vagas nas respectivas cidades para o ano letivo de 2019.

Algumas escolas, no entanto, estão localizadas próximo ao limite com municípios vizinhos, como é o caso dos bairros Brasília, São Roque, Sangão e Linha Anta. “Muitos alunos moram próximo ao limite. No meu caso, uma rodovia faz a separação. A nossa água é de Içara, a luz é de Morro da Fumaça, o IPTU, local de votação e trabalho é em Criciúma. Não deixamos de contribuir com a cidade”, aponta a auxiliar administrativo Isabel Macedo.

Após a surpresa com o comunicado, pais se reuniram ontem, dia 29, com a secretária de Educação do município e com o Ministério Público, para apresentar a contraposição do caso e para que a medida valha apenas para alunos novos. Segundo eles, são cerca de 300 alunos nessa situação.

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Paralelo a esse cenário, o prazo para rematrícula de alunos da instituição teria encerrado no dia 19 de outubro. “Não entendemos como fazem essa lei depois que as crianças já estão rematriculadas. Esse prazo já passou e já havíamos feito a rematrícula. Não parece justo. As crianças já estão acostumadas com o colégio, muitos deles estão há anos. Estamos visando o bem-estar dos alunos”, destaca a mãe de um dos estudantes, Luciana Marcílio.

A secretária de Educação, Roseli de Lucca, justifica a decisão do prefeito Clésio Salvaro a partir do ponto de vista financeiro e se comprometeu a levar as reivindicações do grupo ao Chefe do Executivo. “Essa medida acontece porque estamos usando verbas de contribuintes de Criciúma para fazer a formação de alunos de outros municípios. O segundo ponto em questão é que temos escolas da cidade com fila de espera e alunos da Içara e Forquilhinha estão ocupando essas vagas. O que vale para desempatar essa situação, no meu entendimento, é o IPTU”, alega.

Uma nova tratativa para definir a situação será realizada amanhã, dia 31, segundo a secretária. “Essa reunião incluirá diretores e prefeito. Estamos vendo todas as questões legais. A Procuradoria Geral do município também está estudando o caso. É possível que tenhamos uma definição amanhã mesmo”, completa ela.

A decisão pegou de surpresa os pais. Especialmente porque, conforme eles, a informação de que residiam em Içara foi repassada as instituições. “Nunca mentimos. Todos os pais levaram comprovantes de residência de Içara ao longo desses anos e a escola aceitou. Não queremos apenas vagas garantidas para 2019, queremos que eles possam finalizar os estudos onde começaram e já estão habituados”, sublinha ela. “Queremos ter a opção de escolha. O que está acontecendo é praticamente expulsão e isso é ilegal”, finaliza Isabel.

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