Paper Toys viram febre e pedidos explodem
Indicação do blog da técnica em design, ilustradora e diretora de arte Geovana Tiscoscki Martinello no site Kibeloco, há uma semana, transformou o Paper Toy Art desenhado pela artista criciumense em febre. Em menos de 10 horas de divulgação foram mais de 100 emails respondidos e em dois dias acumuladas 94 encomendas solicitadas por pessoas de várias partes do Brasil e até exterior.
A confecção dos Paper Toys começou como passatempo para preencher uma tarde de sábado, em janeiro deste ano. Geovana e o namorado, o também ilustrador e diretor de arte Diego Piovesan, descobriram na internet o trabalho de Carlo Giovanni, mestre na arte com papel, e decidiram “brincar de fazer toys”.
“O primeiro resultado não foi animador”, confessa ela. “Fizemos sem ajuda de software gráfico, só tesoura, papel e lápis de cor, mas já tínhamos a ideia, as dobras e modelo. Depois disso fui pro computador pra fazer isso melhor, com medidas”, explica.
Os amigos fizeram os primeiros pedidos, mas só no final de junho a novidade se espalhou. Convidado para uma palestra na Unisul, o blogueiro Antônio Tabet, autor do Kibeloco, recebeu de Geovana um bonequinho. “Aí a coisa tomou mais corpo, naquela semana professores e colegas vieram me elogiar e tal, mas sem encomendas. Na quarta é que o Tabet ligou dizendo que ia por no blog, o desespero bateu. Acostumada a fazer dois ou quatro por mês passei pra mais de 90 pedidos em dois dias”, conta ela. A lista inclui solicitantes de Minas Gerais, Brasília, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e dois de brasileiros que moram na Espanha e Japão.
Para dar conta das encomendas, Geovana está “empregando” os pais e o namorado. A mãe, Neusa, ajuda na entrada e controle dos pedidos, Diego dá uma força na ilustração e no corte e o pai, Jorge , fica responsável pela cobrança. “Já tenho o financeiro, o administrativo e a criação”, brinca ela.
O Paper Toy é desenhado por Geovana direto no computador com base nas características fornecidas por quem encomenda. “Quanto mais descrito melhor pra fazer, mais trabalhoso também, mas o toy fica mais parecido”, adianta. “Coisas básicas como cor de olhos, formato da sombrancelha ou até umas pintinhas no rosto, tudo ajuda a caracterizar o toy. Tem gente que pede pra fazer com óculos, dá um trabalho louco pra cortar, mas o resultado final fica tão bacana que me divirto fazendo”.
Apesar do sucesso dos bonequinhos, Geovana ainda não definiu se fará deles sua atividade principal. “Gosto muito de fazer isso, mas tenho dúvida se sigo firme com os toys ou parto pra área de planificação de embalagens que gosto tanto quanto, ou ainda se sigo na publicidade que também gosto. Ainda tá cedo pra decidir”, revela a ilustradora, que tem 20 anos.
Com a caixinha de presente o Paper Toy sai por R$ 25, mais despesas de correio para o envio. Como o trabalho é manual, a fama repentina fez com que a artista precisasse encerrar temporariamente os pedidos. Novas encomendas só entrarão na lista a partir de outubro. “Era a única forma de seguir a ordem de chegada e dar conta, sem perder a qualidade dos toys e dar a atenção devida a todos os que pedem, já que o negócio é personalizado”, explica.
Outras peças confeccionadas pela ilustradora podem ser conferidas no blog Paper Toy Art. Contatos com ela pelo e-mail geovanatm@gmail.com.



