Portal Engeplus, 20 anos
Publicidade
PublicidadePublicidadePublicidadePublicidade
Timbé do Sul

Pavimentação da Serra da Rocinha, no trecho catarinense, será finalizada em março de 2024

Previsão foi dada pelo Dnit, durante vistoria na manhã desta segunda-feira

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

4 min de leitura

Compartilhar:
Pavimentação da Serra da Rocinha, no trecho catarinense, será finalizada em março de 2024
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus

A obra de pavimentação da Serra da Rocinha, na BR-285, tem prazo para terminar no lado catarinense. É o que garante o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ao estipular março de 2024 como a data de conclusão dos trabalhos que iniciaram em 2016.

A Serra da Rocinha é considerada um importante corredor de turismo e une os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e está dentro da BR-285, rodovia que inicia em Araranguá e termina em São Borja (RS), na fronteira com a Argentina. Ainda não há previsão para a pavimentação da Serra da Rocinha no lado do Rio Grande do Sul.


Obra no lado catarinense é considerada mais complexa que a do lote gaúcho. (Fotos: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus)

Publicidade

“Conforme o planejamento e cronograma, caso não haja intempéries, como a de março deste ano em Timbé do Sul, queremos entregar esta obra em março de 2024. Confiamos na empresa e nos prazos. Somos o estado que está em 1º lugar em contrato de construções e a finalização da obra da BR-285 é uma das nossas prioridades”, afirma o superintendente Regional do Dnit, Alysson Rodrigo de Andrade.

De acordo com o superintendente, a obra no lado catarinense está 92% concluída. E problemas com o preço de insumos e também com a chuva foram o principal motivo do atraso na entrega da obra. “Em Santa Catarina temos um desafio muito grande que é aumentar a condição de toda a malha, que hoje 51% é boa, esteve em 36% no final do ano passado e a meta é elevar em 70% no final do ano. Para isso precisamos de 100% de contratos de manutenção cobrindo todas essas rodovias. Uma das razões pelas quais ainda não acabou é também a chuva, porque se trata de encostas e as pedras descem sucessivamente e atrapalham o andamento do trabalho”, explica.

O anúncio aconteceu durante vistoria na obra, trabalho realizado ao longo da manhã e fruto de articulação da deputada federal Geovânia de Sá (PSDB), que também é membro da Comissão sobre Obras Paralisadas e Inacabadas da Câmara dos Deputados.

“O prazo dado foi março de 2024, mas temos que ter o dia também para poder pressionar. Fiz a provocação para que seja dia 30. Vamos ver se vão concretizar, mas pela apresentação do superintendente tenho esperança”, afirmou a deputada em entrevista ao Portal Engeplus.

A obra no trecho catarinense ainda precisa de um quilômetro de pavimentação para ser concluída. Porém não é um trecho único e sim diversos pontos menores considerados complexos. “O superintendente explicou que nem a Serra do Rio do Rastro e nem a do Corvo Branco possuem tal complexidade. É um trecho com contenções. A complexidade faz com que a obra tenha custo e prazo maior”, afirma.

Corredor de desenvolvimento


Serra é considerada essencial para o turismo e escoamento da produção.

Em abril deste ano, a reportagem percorreu a Serra da Rocinha e contou detalhes sobre esta importante obra, que é considerada providencial para o desenvolvimento econômico de ambos os estados. Pelo lado catarinense, são 22 quilômetros, sendo 21 já concluídos. São quatro viadutos e duas pontes. O quilômetro que ainda falta está dividido em seis pedaços entre os KMs 50,6 e 55.

A deputada garante empenho para pressionar pela pavimentação do lado gaúcho, que compreende oito quilômetros e ainda a construção de uma ponte de 400 metros de extensão. “Vamos pegar o encaminhamento da vistoria e fazer um relatório para apresentar. Espero relatar amanhã para a comissão e vou buscar o coordenador e o pessoal do Rio Grande do Sul para que haja uma pressão para finalizar”, explica

A importância da conclusão da obra também no lote gaúcho é a relevância que a Serra da Rocinha possui para promoção do desenvolvimento econômico dos estados, sobretudo no setor de turismo. Santa Catarina ainda possui interesse comercial, já que o Porto de Imbituba aparece como destino para o escoamento da produção gaúcha, que hoje é direcionada para o Porto de Rio Grande.

“Desde que cheguei na Câmara havia promessas para entregar. É uma obra que vai envolver turismo, geração de emprego e renda, e o porto. Todos afirmam que o Porto de Imbituba tem um dos maiores calados do Brasil, então essa obra é importante para o escoamento da produção, que hoje é o Porto de Rio Grande e será o de Imbituba. O Governo do Estado está empenhado para que isso seja concluído e todos os estados serão beneficiados”, afirma a deputada.

A reportagem completa sobre a Serra da Rocinha, você confere clicando aqui.

Compartilhar:
Receba as notícias de Criciúma e região no WhatsAppAs principais do dia, direto no seu celular. Grátis.Entrar no grupoLeia a seguirFarm: um toque do Rio de Janeiro chega com estilo ao Nações Shopping