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Pré-história

Pegadas da era dos dinossauros encontradas no Sul de SC revelam registro raro de mamíferos

Amostras estão sendo detalhadas por pesquisadores da Unesc

Por Isabela Baldin

3 min de leitura

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Pegadas da era dos dinossauros encontradas no Sul de SC revelam registro raro de mamíferos
Foto: Divulgação | Yasmine Cunha

A cidade de Turvo, localizada no Extremo Sul de Santa Catarina, guarda registros de pegadas de dinossauros e mamíferos preservados em rochas de arenito da Formação Botucatu, camada geológica originada há cerca de 130 a 140 milhões de anos. A história dessas descobertas começou em 2004, quando uma trilha com pequenas pegadas fossilizadas foi encontrada em uma pedreira, a aproximadamente sete quilômetros do centro da cidade.

Conforme a geóloga e professora da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Yasmine Cunha, a instituição tomou conhecimento da descoberta pelo professor Joel Casagrande e pelo então reitor Antônio Milioli Filho. A mobilização levou o arqueólogo e historiador Juliano Campos Bitencourt e a equipe do Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas (IPAT/Unesc) até o local.

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A investigação de campo reuniu geólogos e biólogos da universidade, que registraram, fotografaram e fizeram moldes em gesso das marcas. Após enviarem as amostras para a Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi possível identificar o autor das marcas. “As pegadas possuem aproximadamente sete centímetros em uma trilha de cerca de dez metros, interpretadas como possivelmente produzidas por um pequeno dinossauro”, afirmou.

Anos mais tarde, uma revisão científica reforçou a importância de Turvo para as pesquisas nessa área. Um estudo apresentado no Congresso Brasileiro de Paleontologia e publicado em 2022 analisou outro bloco de rocha retirado das pedreiras da cidade. A pedra continha quatro pegadas de um ancestral dos mamíferos (Mammaliaformes).

Com média de 13,41 centímetros, as marcas foram consideradas, até aquele momento, as maiores pegadas desse grupo já registradas na Formação Botucatu e possivelmente de toda a Era Mesozoica, conhecida também como a Era dos Dinossauros. “Desde sua descoberta e coleta em 2004, o material estava depositado no Iparque. Sob o incentivo do geólogo Gustavo Simon, o Laboratório de Geociências e Recursos Hídricos (LabGeoRH), o qual eu coordeno, pediu a sua transferência para que pudesse ser catalogado e pesquisado”, explicou.

Pesquisa ainda está sendo detalhada pela Unesc

Esse acervo já foi analisado pelo Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (CENPALEO/UNC), cujos pesquisadores estiveram no laboratório para analisar e coletar mais informações sobre as amostras. “A pesquisa envolveu fotografar e escanear em 3D todos os exemplares contendo pegadas, sejam de dinossauros ou mamíferos”, detalhou.

Segundo a professora, as pesquisas ainda estão sendo detalhadas pela equipe e, posteriormente, existe a possibilidade de o laboratório firmar uma parceria com o CENPALEO/UNC e com o Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, onde também já foram encontrados registros da pré-história. Confira os registros da pesquisa:

Amostras foram fotografadas e encaneadas pela  Universidade do Contestado
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Divulgação | Yasmine Cunha
Amostras foram fotografadas e encaneadas pela Universidade do Contestado

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