Pela implantação do Serviço Aeromédico, Criciúma recebe simulação em julho
Comissão trabalha para apresentar em breve projeto de implantação aos prefeitos do Sul
Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br
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A discussão para a inserção do Serviço Aeromédico na região ganhou novos capítulos, aliás, este é considerado fundamental pela comissão de implantação do projeto. No dia 7 de julho, lideranças políticas e a população estarão convidadas para acompanhar uma simulação de um acidente com atendimento do Serviço Aeropolicial (Saer). A intenção é conscientizar da importância do Serviço Aeromédico, que já está implantado nas principais regiões do Estado.
A definição da estratégia foi alinhavada na noite dessa terça-feira, dia 25, em reunião da comissão de implantação, na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). “Estamos trabalhando com três vertentes. A primeira foi buscar as informações do projeto, de como poderíamos trabalhar aqui na região. Fomos em Chapecó, que é modelo referência, buscar informações. A segunda é fazer o simulado para mostrar a importância do serviço para a população e autoridades. E depois vamos apresentar aos prefeitos da região duas ou três opções para ver a melhor”, explica o coordenador da comissão e vereador de Criciúma, Tita Beloli.
O fator principal é salvar vidas. Acredito que esse ano conseguiremos implantar. Temos uma comissão muito forte atuando. Levantamos essa bandeira e criamos a comissão para reunir forças do segmento
Tita Beloli, coordenador da comissão de implantação e vereador de Criciúma
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A principal discussão está na contribuição de cada município no investimento necessário para a instalação do serviço. Em Chapecó, por exemplo, o coordenador explica que o município, via convênio, realiza um aporte de R$ 20 mil ao Saer e fornece profissionais concursados da Prefeitura.

Este modelo pode ser reproduzido aqui na região. Caso implantado, o serviço atuará desde Passo de Torres até Imbituba, correspondendo a 45 municípios. E a tendência é que todas as 45 prefeituras da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) e Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel) contribuam no processo. “É uma ideia, mas vamos finalizar o projeto primeiro porque estamos fazendo alguns ajustes e todo o levantamento de como a operação será feita. Assim que ficar pronto vamos passar para os prefeitos. São oito a dez médicos para revezamento, a ideia é fazer parceria, a conta não pode ficar só com Criciúma”, explica.
Não depende só do Saer, estamos buscando um convênio para médicos e profissionais da saúde operarem na aeronave. Essa comissão busca um convênio com prefeituras da região. Precisamos de um médico e um enfermeiro junto à base do Saer. Isso envolve custos. Com certeza vale a pena diante da rapidez de atendimento, e a aeronove já está na região. É uma ferramenta disponível
Alan Amorim, delegado responsável pelo Saer
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A simulação contará com o apoio de acadêmicos e professores da Unesc, do Saer, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Hospitais da cidade e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Será uma ação bem realística, em que vamos verificar o tempo resposta para os atendimentos entre o transporte do serviço aéreo e o serviço terrestre para os hospitais, além de estudar outros pontos para a implantação”, comenta a secretária da comissão e coordenadora do Centro Especializado em Reabilitação II da Unesc, Mágada Tessmann.
A comissão de implantação é formada por membros da Unesc, Câmara de Vereadores de Criciúma, Corpo de Bombeiros, Saer, Amrec, Amesc, Amurel, Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Samu e Prefeitura de Criciúma.





