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Pichadores continuam

Pichadores continuam a ignorar a lei

Por Nícola Martins - nicola@engeplus.com.br

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Foto: Fotos: Nícola Martins

Com spray, utilizando estêncil ou simplesmente com tinta, as pichações continuam acontecendo nas maiores cidades do Brasil. Mesmo sendo considerada vandalismo e crime ambiental, de acordo com o artigo 65 da Lei 9.605/98, os pichadores continuam a atuar sem se importar com a pena de detenção de três meses a um ano que podem ter de cumprir se forem pegos.

No bairro Nossa Senhora da Salete, em Criciúma, uma loja de cosméticos foi pichada pela primeira vez nessa madrugada. “Nunca havia sido pichado. Na região já houve vidros quebrados e pequenos assaltos, mas de pichação nunca ouvimos falar”, disse a funcionária da loja, Liziane Beltrame. “Vamos conversar com a segurança privada que contratamos para saber como isso aconteceu”, completou.

“São escritos desenhos, parecem símbolos”, salientou a funcionária. Alguns grupos picham símbolos que representam esses grupos, outros colocam mensagens anárquicas, como a escrita ao lado de uma concessionária de veículos na madrugada de hoje, também no bairro Nossa Senhora da Salete.

Terminal Central – Há algumas semanas os pichadores escreveram nas paredes da escadaria do Terminal Central na rua Dom Pedro I e na parte lateral da Casa do Ferroviário. “Esse local é bastante deserto durante a madrugada. Como a escadaria é bastante escondida, raramente quem está trafegando pela avenida (Centenário) consegue observar quem está na escadaria”, disse a comerciária Talita Veiga, que mora próximo ao local.

Em grandes cidades – Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, as pichações já são utilizadas por facções criminosas para determinar domínio de determinada área. Em prédios, pichadores fazem uma espécie de competição para descobrir quem consegue pichar nos locais mais difíceis.

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