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Criciúma

Polícia Civil conclui que cachorro foi arrastado acidentalmente por ruas do Rio Maina

Animal estava amarrado em um carro e foi arrastado no último sábado, dia 2

Por Thiago Hockmüller - thiago.hockmuller@engeplus.com.br

2 min de leitura

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Polícia Civil conclui que cachorro foi arrastado acidentalmente por ruas do Rio Maina
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus/Ilustrativa

Circula nas redes sociais a imagem de um cachorro que foi arrastado por um carro no último sábado, dia 2, no distrito de Rio Maina, em Criciúma. O animal estava amarrado no veículo, porém tratou-se de um acidente, conforme apurado pela Polícia Civil.

O motorista do veículo foi encaminhado para a Central de Plantão Policial (CPP), onde prestou depoimento juntamente com testemunhas do ocorrido. De acordo com o delegado plantonista, Tulio Falcão, o homem foi liberado por não ter sido configurado crime de maus-tratos.

“O investigado que teria arrastado o cachorro não tinha conhecimento que o animal estava amarrado no carro. A corda era pequena e não dava para enxergar. Ele pediu o carro emprestado ao tio e o cachorro estava embaixo do veículo. Testemunhas falaram que quando ele foi parado ficou surpreso. Ele prestou depoimento, mas na ausência de dolo não foi lavrada prisão em flagrante”, explica o delegado.

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O cachorro pertence ao tio do motorista, sobreviveu ao acidente e está internado em uma clínica veterinária. Todo o material colhido na investigação foi encaminhado para a 2° Delegacia de Polícia Civil de Criciúma. “Eles estavam reformando uma kitnet e o cão é abrasivo, não permite que ninguém entre no território. Então o dono pediu ao filho para amarrar em outro lugar. Ele amarrou no carro. O sobrinho pediu o carro emprestado, o cachorro estava embaixo do veículo e ele não viu”, afirma o delegado.

O delegado também explica que a legislação para crimes de maus-tratos não prevê prisão para casos onde não fica configurado dolo. “Os crimes de maus-tratos não suportam a modalidade culposa, só a dolosa. No momento não ficou preso porque ficou a dúvida acerca do dolo. Todo o material foi encaminhado para a 2° delegacia, mas está praticamente finalizada investigação”, conclui.

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